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Notícias

января 13, 2009 0:00 , by Unknown - | No one following this article yet.

Artesanato de Novo Cruzeiro ganha força com a Associação da Economia solidária das Mulheres

января 27, 2014 13:07, by Unknown - 0no comments yet

Fonte: http://estacaonc.com/artesanato-de-novo-cruzeiro-ganha-forca-com-a-associacao-da-economia-solidaria-das-mulheres/

O artesanato conquista espaço em Novo Cruzeiro através da Associação da Economia Solidária das Mulheres , que busca a valorização da cultura local e a geração de emprego e renda com sustentabilidade.

Fundada em 2005, pela irmã Lucila Maria Spies, a Associação da Economia Solidária das Mulheres de Novo Cruzeiro, vem ganhando força nos últimos anos, com muitas conquistas, a principal delas foi a aquisição do espaço no centro da cidade de Novo Cruzeiro próximo à prefeitura municipal, local este, que possibilitou uma maior visibilidade dos produtos .

Hoje a associação é composta por aproximadamente 20 mulheres da cidade e das comunidades rurais de Morro Redondo, Santa Cruz, Queixada, Lufa e Lambari. Os produtos são compostos por ponto cruz, crochê, pintura, trançado em fitas, tapetes, toalhas, bolsas, capas em geral, bonecas , bazares entre outros .Segundo as associadas, todas as peças são elaboradas artesanalmente.

Diante do exposto, pode-se perceber que a Associação acima referida faz um bem inexplicável para as suas associadas ,pois, além de garantir um aumento na renda de suas famílias , proporciona também o aumento da auto estima , por saberem que seu produto, seu trabalho está sendo valorizado tanto nacional quanto internacionalmente. A Associação da Economia Solidária das Mulheres de Novo Cruzeiro, convida a todos os Neocruzeirenses e leitores deste site para visitarem sua loja na Avenida Júlio Campos, Centro, para comemorarem com a mesma seus nove anos de lutas rumo ao sucesso.



A agroecologia e a sustentabilidade da agricultura familiar

января 24, 2014 17:51, by Unknown - 0no comments yet

Por Edmar Gadelha*

O Censo Agropecuário 2006, realizado pelo IBGE, mostrou a importância da agricultura familiar na economia nacional. O Brasil possui 5,1 milhões de estabelecimentos rurais, dos quais 4,3 milhões são de agricultores familiares. Em apenas 24% das terras em produção esses estabelecimentos ocupam 74% de todo o pessoal que trabalha no campo, o que significa 12 milhões de pessoas. Em Minas Gerais, a agricultura familiar representa 79% de todos os estabelecimentos rurais, totalizando 437.415 propriedades que são responsáveis por 32% da produção de café e feijão, 44% da produção de arroz, 47% da produção de milho e 83% de toda a produção de mandioca. Destaca - se também, pela produção pecuária, sendo responsável por um terço do plantel bovino, suíno e aves. A agricultura familiar mineira comparece com 48% da produção leiteira. A despeito de alguma variação anual, é possível afirmar que cerca de 70% dos alimentos que vão pra mesa de brasileiras e brasileiros são produzidos pela agricultura familiar.

Embora responsável por significativa parcela na produção de alimentos que contribui para a garantia da segurança alimentar e nutricional da população, a agricultura familiar vem enfrentando diversos desafios diante das adversidades econômicas, sociais, ambientais e políticas proporcionadas pelo modelo de desenvolvimento hegemônico. Entre os diversos desafios destacam - se a dificuldade de acesso à terra, água, infraestrutura adequada, sementes e tecnologias apropriadas para produção, agroindustrialização e armazenamento. No ato da comercialização, quase sempre prevalece os preços injustos para os agricultores. Também se destacam o pouco acesso a educação e a saúde de qualidade. Os impactos proporcionados pelas mudanças climáticas têm sido cada vez mais desastrosos para os sistemas de produção. A contínua migração, decorrente das más condições de vida e trabalho no campo, em particular da juventude, vem comprometendo a reprodução da agricultura familiar.

A identificação e a construção de soluções para reverter esse quadro de dificuldades e tornar os agroecossistemas familiares sustentáveis são condições para o fortalecimento da democracia e de um desenvolvimento rural sustentável e solidário.

O desenvolvimento e a implementação de sistemas de produção fundados na agroecologia e na produção orgânica vem sendo apontados por estudiosos e agricultores familiares como um caminho seguro a ser perseguido na busca da sustentabilidade. Os sistemas de produção fundados em princípios agroecológicos são biodiversos, resilientes ( apresentam poder de recuperação), eficientes do ponto de vista energético, valorizam a sociobiodiversidade e constituem os pilares de uma estratégia energética e produtiva fortemente vinculada à noção de soberania e segurança alimentar e nutricional.

A partir da organização e demandas do setor, diversas ações para o fortalecimento da agricultura familiar vêm sendo implementadas com a criação da Subsecretaria de agricultura Familiar em Minas Gerais. Recentemente o governador Antônio Anastasia, sancionou a Lei no. 21.146/14, que instituí a Política Estadual de Agroecologia e Produção Orgânica - Peapo. A Lei de autoria do Deputado Adelmo Leão foi amplamente debatida com as organizações da agricultura familiar, tem o objetivo de promover e incentivar o desenvolvimento da agroecologia e da produção orgânica no Estado, buscando entre outras ações ampliar e fortalecer a produção, o processamento e o consumo de produtos agroecológicos, orgânicos e em transição agroecológica, com ênfase nos mercados locais e regionais; promover, ampliar e consolidar o acesso, o uso e a conservação dos bens naturais pelos agricultores; criar e efetivar instrumentos regulatórios, fiscais, creditícios, de incentivo e de pagamento por serviços ambientais para proteção e valorização das práticas tradicionais de uso e conservação da agrobiodiversidade; e ampliar a capacidade de geração e socialização de conhecimentos em agroecologia, produção orgânica e transição agroecológica por meio da valorização dos conhecimentos locais e do enfoque agroecológico nas instituições de ensino, pesquisa e extensão rural. Para assegurar a implementação dos projetos e ações a Lei garante a participação das organizações da sociedade civil na elaboração e na gestão dos programas de pesquisa, ensino e extensão rural em agroecologia, produção orgânica e transição agroecológica.

Com a sanção da Lei no. 21.146/14, e esperamos sua rápida regulamentação, a agricultura familiar de Minas Gerais ganha mais um importante instrumento, que se bem implementado, contribuirá para o fortalecimento da agricultura familiar e com a segurança alimentar e nutricional da população.

Em tempo, coincide com a sanção da Lei que institui a política de agroecologia, o lançamento de Edital da Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de Minas Gerais - FAPEMIG, que apoiará o financiamento de projetos de pesquisa para sistema de produção e segurança alimentar com ênfase no fortalecimento da produção agroecológica, extrativista e de práticas de manejo sustentável do cerrado na bacia do Rio Pandeiros. Na mesma esteira, a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento - SEAPA, publicou resolução criando grupo técnico para elaboração do Programa de Pesquisa em Agroecologia da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais - Epamig.

*sociólogo, Subsecretário de Agricultura Familiar e Regularização Fundiária de Minas Gerais

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‘Lei Júnia Marise’ é ineficaz para a economia solidária

января 20, 2014 15:43, by Unknown - 0no comments yet

Fonte: http://hoje-em-dia.jusbrasil.com.br/politica/112341112/lei-junia-marise-e-ineficaz-para-a-economia-solidaria

O ano de 2014 será o da economia popular solidária. Na luta por reconhecimento frente ao desinteresse de alguns políticos, o debate permeará a 3a. Conferência Estadual de Economia Solidária (23 a 25 de abril). A Conferência Metropolitana, que a antecede, no entanto, não tem data e local assegurados.

Esses eventos vão debater a efetividade das leis e a falta de previsão de recursos para um segmento que reúne mais de 22 mil empreendimentos econômicos solidários e gera R$ 8 bilhões por ano no Brasil, segundo a Secretaria Nacional de Economia Solidária.

Para estimular a formalização dos negócios solidários, o secretário adjunto de Trabalho e Emprego, Rogério Fernandes, promete um aporte de R$ 4 milhões até 2017 e a redução de tributos para microempreendedores.

"Estamos discutindo com todos os atores quando efetivar essas ações".

"Fizemos uma carta para o prefeito Marcio Lacerda, pedindo que abrisse as portas para a feira da economia solidária. Ele disse que a economia solidária não existia'. Saiu notícia de que somos invisíveis. Como assim? Somos aqueles que dão o voto na urna, os mesmos que fazem a economia solidária aparecer. Então, a gente existe", reage Francisca Maria da Silva, da coordenação dos fóruns municipal, regional e estadual de economia popular solidária.

"Por que um empresário que instala uma fábrica fica dez anos sem pagar impostos e nós não podemos ter espaço para realizar nossas feiras?", questiona.

Na Câmara, a lei 10.152/2011 que dispõe sobre a Política Municipal de Fomento à Economia Popular Solidária virou "um punhado de boas intenções", na avaliação das entidades que contestam os vetos do prefeito ao Conselho Municipal de Economia Popular Solidária e ao Fundo de Economia Popular Solidária no Município de Belo Horizonte.

Pressão

Quase dois anos desde o veto a 23 dos 42 artigos da lei, originária do PL 1.009/10 dos vereadores Adriano Ventura (PT) e Iran Barbosa (PMDB), a estratégia do setor é pressionar o Legislativo e o Executivo por políticas públicas efetivas que garantam o financiamento do setor. Curiosidade: o trecho que trata do selo solidário sucumbiu, mas manteve-se o artigo 41: 'Esta Lei receberá o nome de Lei Júnia Marise'.



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