Fórum Mineiro articula formação Cirandas para os empreendimentos
Marzo 10, 2014 15:39 - no comments yetFonte: http://cirandas.org/fbes
O mutirão presencial da formação Cirandas para os empreendimentos solidários em Minas Gerais, articulado pelo Fórum Regional de Economia Solidária da Zona da Mata, ocorrerá no dia 22 de março às 10h no Sindicato dos Metalúrgicos, em Juiz de Fora. A atividade ocorrerá com a participação de empreendimentos dos 10 municípios que integram o fórum regional que já estão sendo mobilizados.
Segundo integrantes do fórum, os empreendimentos estão bem interessados e a proposta é pensar, a partir do encontro presencial, outros momentos de capacitação durante o ano de 2014.
Maiores informações com Alexandre - alexandrepl.itcp@gmail.com e Fernanda - fernanda.a.nagem@gmail.com
Lembrando que este sábado, 15 de março, ocorre o mutirão virtual de ativação para os empreendimentos de todo país, das 10 às 18 horas com um bate-papo online pelo site: www.cirandas.org.
Reunião do Fórum Regional de Economia Popular Solidária da Zona da Mata Mineira
Febbraio 5, 2014 15:11 - no comments yetFonte: ITCP-UFV (itcpufv@gmail.com)
Convocamos todas e todos a participarem de nossa próxima reunião!
Data: 15 de Fevereiro Horário: 09 horas Cidade: Belmiro Braga Local: Salão Paroquial Endereço: Ao lado da Ingreja Matriz, Praça de Santana
Essa será nossa primeira reunião do ano e é muito importante a presença de tod@s, para que assim, possamos avaliar nossas ações de 2013 e planejar as de 2014.
Os pontos de pauta previstos para a reunião serão:
Informes e Repasses
-Mutirão -Cirandas.net
Conferência Regional
Avaliação de 2013 (reuniões, ações e feira) Planejamento de 2014
Artesanato de Novo Cruzeiro ganha força com a Associação da Economia solidária das Mulheres
Gennaio 27, 2014 13:07 - no comments yetO artesanato conquista espaço em Novo Cruzeiro através da Associação da Economia Solidária das Mulheres , que busca a valorização da cultura local e a geração de emprego e renda com sustentabilidade.
Fundada em 2005, pela irmã Lucila Maria Spies, a Associação da Economia Solidária das Mulheres de Novo Cruzeiro, vem ganhando força nos últimos anos, com muitas conquistas, a principal delas foi a aquisição do espaço no centro da cidade de Novo Cruzeiro próximo à prefeitura municipal, local este, que possibilitou uma maior visibilidade dos produtos .
Hoje a associação é composta por aproximadamente 20 mulheres da cidade e das comunidades rurais de Morro Redondo, Santa Cruz, Queixada, Lufa e Lambari. Os produtos são compostos por ponto cruz, crochê, pintura, trançado em fitas, tapetes, toalhas, bolsas, capas em geral, bonecas , bazares entre outros .Segundo as associadas, todas as peças são elaboradas artesanalmente.
Diante do exposto, pode-se perceber que a Associação acima referida faz um bem inexplicável para as suas associadas ,pois, além de garantir um aumento na renda de suas famílias , proporciona também o aumento da auto estima , por saberem que seu produto, seu trabalho está sendo valorizado tanto nacional quanto internacionalmente. A Associação da Economia Solidária das Mulheres de Novo Cruzeiro, convida a todos os Neocruzeirenses e leitores deste site para visitarem sua loja na Avenida Júlio Campos, Centro, para comemorarem com a mesma seus nove anos de lutas rumo ao sucesso.
A agroecologia e a sustentabilidade da agricultura familiar
Gennaio 24, 2014 17:51 - no comments yetPor Edmar Gadelha*
O Censo Agropecuário 2006, realizado pelo IBGE, mostrou a importância da agricultura familiar na economia nacional. O Brasil possui 5,1 milhões de estabelecimentos rurais, dos quais 4,3 milhões são de agricultores familiares. Em apenas 24% das terras em produção esses estabelecimentos ocupam 74% de todo o pessoal que trabalha no campo, o que significa 12 milhões de pessoas. Em Minas Gerais, a agricultura familiar representa 79% de todos os estabelecimentos rurais, totalizando 437.415 propriedades que são responsáveis por 32% da produção de café e feijão, 44% da produção de arroz, 47% da produção de milho e 83% de toda a produção de mandioca. Destaca - se também, pela produção pecuária, sendo responsável por um terço do plantel bovino, suíno e aves. A agricultura familiar mineira comparece com 48% da produção leiteira. A despeito de alguma variação anual, é possível afirmar que cerca de 70% dos alimentos que vão pra mesa de brasileiras e brasileiros são produzidos pela agricultura familiar.
Embora responsável por significativa parcela na produção de alimentos que contribui para a garantia da segurança alimentar e nutricional da população, a agricultura familiar vem enfrentando diversos desafios diante das adversidades econômicas, sociais, ambientais e políticas proporcionadas pelo modelo de desenvolvimento hegemônico. Entre os diversos desafios destacam - se a dificuldade de acesso à terra, água, infraestrutura adequada, sementes e tecnologias apropriadas para produção, agroindustrialização e armazenamento. No ato da comercialização, quase sempre prevalece os preços injustos para os agricultores. Também se destacam o pouco acesso a educação e a saúde de qualidade. Os impactos proporcionados pelas mudanças climáticas têm sido cada vez mais desastrosos para os sistemas de produção. A contínua migração, decorrente das más condições de vida e trabalho no campo, em particular da juventude, vem comprometendo a reprodução da agricultura familiar.
A identificação e a construção de soluções para reverter esse quadro de dificuldades e tornar os agroecossistemas familiares sustentáveis são condições para o fortalecimento da democracia e de um desenvolvimento rural sustentável e solidário.
O desenvolvimento e a implementação de sistemas de produção fundados na agroecologia e na produção orgânica vem sendo apontados por estudiosos e agricultores familiares como um caminho seguro a ser perseguido na busca da sustentabilidade. Os sistemas de produção fundados em princípios agroecológicos são biodiversos, resilientes ( apresentam poder de recuperação), eficientes do ponto de vista energético, valorizam a sociobiodiversidade e constituem os pilares de uma estratégia energética e produtiva fortemente vinculada à noção de soberania e segurança alimentar e nutricional.
A partir da organização e demandas do setor, diversas ações para o fortalecimento da agricultura familiar vêm sendo implementadas com a criação da Subsecretaria de agricultura Familiar em Minas Gerais. Recentemente o governador Antônio Anastasia, sancionou a Lei no. 21.146/14, que instituí a Política Estadual de Agroecologia e Produção Orgânica - Peapo. A Lei de autoria do Deputado Adelmo Leão foi amplamente debatida com as organizações da agricultura familiar, tem o objetivo de promover e incentivar o desenvolvimento da agroecologia e da produção orgânica no Estado, buscando entre outras ações ampliar e fortalecer a produção, o processamento e o consumo de produtos agroecológicos, orgânicos e em transição agroecológica, com ênfase nos mercados locais e regionais; promover, ampliar e consolidar o acesso, o uso e a conservação dos bens naturais pelos agricultores; criar e efetivar instrumentos regulatórios, fiscais, creditícios, de incentivo e de pagamento por serviços ambientais para proteção e valorização das práticas tradicionais de uso e conservação da agrobiodiversidade; e ampliar a capacidade de geração e socialização de conhecimentos em agroecologia, produção orgânica e transição agroecológica por meio da valorização dos conhecimentos locais e do enfoque agroecológico nas instituições de ensino, pesquisa e extensão rural. Para assegurar a implementação dos projetos e ações a Lei garante a participação das organizações da sociedade civil na elaboração e na gestão dos programas de pesquisa, ensino e extensão rural em agroecologia, produção orgânica e transição agroecológica.
Com a sanção da Lei no. 21.146/14, e esperamos sua rápida regulamentação, a agricultura familiar de Minas Gerais ganha mais um importante instrumento, que se bem implementado, contribuirá para o fortalecimento da agricultura familiar e com a segurança alimentar e nutricional da população.
Em tempo, coincide com a sanção da Lei que institui a política de agroecologia, o lançamento de Edital da Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de Minas Gerais - FAPEMIG, que apoiará o financiamento de projetos de pesquisa para sistema de produção e segurança alimentar com ênfase no fortalecimento da produção agroecológica, extrativista e de práticas de manejo sustentável do cerrado na bacia do Rio Pandeiros. Na mesma esteira, a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento - SEAPA, publicou resolução criando grupo técnico para elaboração do Programa de Pesquisa em Agroecologia da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais - Epamig.
*sociólogo, Subsecretário de Agricultura Familiar e Regularização Fundiária de Minas Gerais
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Lei Júnia Marise é ineficaz para a economia solidária
Gennaio 20, 2014 15:43 - no comments yetO ano de 2014 será o da economia popular solidária. Na luta por reconhecimento frente ao desinteresse de alguns políticos, o debate permeará a 3a. Conferência Estadual de Economia Solidária (23 a 25 de abril). A Conferência Metropolitana, que a antecede, no entanto, não tem data e local assegurados.
Esses eventos vão debater a efetividade das leis e a falta de previsão de recursos para um segmento que reúne mais de 22 mil empreendimentos econômicos solidários e gera R$ 8 bilhões por ano no Brasil, segundo a Secretaria Nacional de Economia Solidária.
Para estimular a formalização dos negócios solidários, o secretário adjunto de Trabalho e Emprego, Rogério Fernandes, promete um aporte de R$ 4 milhões até 2017 e a redução de tributos para microempreendedores.
"Estamos discutindo com todos os atores quando efetivar essas ações".
"Fizemos uma carta para o prefeito Marcio Lacerda, pedindo que abrisse as portas para a feira da economia solidária. Ele disse que a economia solidária não existia'. Saiu notícia de que somos invisíveis. Como assim? Somos aqueles que dão o voto na urna, os mesmos que fazem a economia solidária aparecer. Então, a gente existe", reage Francisca Maria da Silva, da coordenação dos fóruns municipal, regional e estadual de economia popular solidária.
"Por que um empresário que instala uma fábrica fica dez anos sem pagar impostos e nós não podemos ter espaço para realizar nossas feiras?", questiona.
Na Câmara, a lei 10.152/2011 que dispõe sobre a Política Municipal de Fomento à Economia Popular Solidária virou "um punhado de boas intenções", na avaliação das entidades que contestam os vetos do prefeito ao Conselho Municipal de Economia Popular Solidária e ao Fundo de Economia Popular Solidária no Município de Belo Horizonte.
Pressão
Quase dois anos desde o veto a 23 dos 42 artigos da lei, originária do PL 1.009/10 dos vereadores Adriano Ventura (PT) e Iran Barbosa (PMDB), a estratégia do setor é pressionar o Legislativo e o Executivo por políticas públicas efetivas que garantam o financiamento do setor. Curiosidade: o trecho que trata do selo solidário sucumbiu, mas manteve-se o artigo 41: 'Esta Lei receberá o nome de Lei Júnia Marise'.

