Na semana do dia nacional da economia solidária Coordenação Executiva do FBES se reúne em Brasília
декабря 6, 2013 8:03 - no comments yetPor Secretaria Executiva do FBES
Na próxima semana o movimento de economia solidária comemora o Dia Nacional da Economia Solidária, 15 de dezembro, e em Brasília nos dias 10 e 11 de dezembro, a nova Coordenação Executiva terá sua primeira reunião para organizar as atividades desta nova gestão.
Também na próxima semana, dia 9 de dezembro, haverá reunião do Conselho Nacional de Economia Solidária debatendo a organização e andamento da III Conferência Nacional de Economia Solidária, contando também com uma Mostra de Produtos e Serviços da Economia Solidária do país - hall do restaurante do MTE.
Nos dias 10 e 11 o Projeto Nacional de Comercialização Solidária fará sua atividade de avaliação, além da reunião do Conselho Gestor do Projeto de REDE COMSOL, ambos coordenados pelo Instituto Marista de Solidariedade.
Por todo o país este mês e a próxima semana estão repletos de feiras e atividades formativas e culturais de economia solidária, aproveite!
Campanha mundial contra a fome e a pobreza será lançada em Brasília
декабря 5, 2013 12:48 - no comments yetFonte: Comunicação Cáritas Brasileira (thays@caritas.org.br)
No próximo dia 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Cáritas Brasileira lançarão uma campanha mundial contra a fome, a pobreza e as desigualdades. Com o tema "Uma família humana, pão e justiça para todas as pessoas", o lançamento ocorrerá na sede da CNBB, a partir das 14h, em Brasília (DF).
A campanha faz parte de uma mobilização mundial da Caritas Internationalis que articulou as164 organizações membro para esse grande movimento em favor da vida, dos direitos humanos e da justiça social.
A Cáritas pretende com a campanha, que vai até 2015, sensibilizar e mobilizar a sociedade sobre a realidade da fome, da miséria e das desigualdades no mundo e no Brasil. A alimentação adequada e de qualidade é um direito humano e por isso deve ser garantido a todos os cidadãos e cidadãs de forma igualitária.
O Papa Francisco gravou um vídeo com uma mensagem de cinco minutos em apoio à campanha. As palavras do Santo Padre serão divulgadas no dia do lançamento. "Não se pode tolerar mais o fato de se lançar comida no lixo, quando há pessoas que passam fome. Isto é desigualdade social", disse o Papa em sua primeira Exortação Apostólica.
Participarão do lançamento dom Leonardo Ulrich Steiner, secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Flávio Giovenale, presidente da Cáritas Brasileira, e Maria Cristina dos Anjos, diretora executiva nacional da Cáritas Brasileira. Irio Luiz Conti, que falará sobre segurança alimentar e nutricional, é doutorando em Desenvolvimento Rural na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), mestre em sociologia, teólogo, filósofo, e membro do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea).
Após o ato de lançamento, o evento será aberto para entrevistas.
A concentração de renda no mundo
Segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), hoje, 842 milhões de pessoas ainda passam fome no mundo, ou seja, um em cada oito seres humanos.
De acordo com o Relatório da Riqueza Global, lançado este ano pelo banco suíço Credit Suisse, se a riqueza produzida no mundo em 2013, que foi de UU$ 241 trilhões, fosse distribuída em partes iguais entre as pessoas adultas do planeta, cada um iria receber UU$ 56.600,00. O relatório ainda aponta que os 10% mais ricos controlam 86% da riqueza global, enquanto apenas 32 milhões de adultos em um mundo com sete bilhões de habitantes (0,7), possuem 41% da riqueza mundial. Além disso, dois terços dos adultos da humanidade - 3,2 bilhões - só conseguem dividir 3% da riqueza mundial.
A pobreza e as desigualdades no Brasil
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil é a sexta economia mais rica do mundo, mas 57 milhões de pessoas ainda vivem em estado de pobreza, ou seja, sobrevivem com meio salário mínimo. Mesmo com programas de distribuição de renda promovidos pelo Governo Federal, 20% dos mais ricos ainda detém 63,8% da renda nacional, enquanto os 20% mais pobres acessam apenas 2,5% de toda a riqueza que é produzida pelo país.
O "Atlas de Exclusão Social: os ricos no Brasil", mostra que o país tem mais de 51 milhões de famílias, mas somente cinco mil apropriam-se de 45% de toda a riqueza e renda nacional.
Conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD/IBGE), em 2012, em termos absolutos, o estado da Bahia apresentou maior contingente de pessoas na extrema pobreza, 1.126.897 pessoas, seguido dos estados do Maranhão (924.515), Ceará (718.066), São Paulo (666.452) e Pernambuco (609.160). Já em termos proporcionais, Maranhão, Alagoas, Ceará, Bahia e Pernambuco são os que apresentam as maiores taxas. Consideram-se extremamente pobres àquelas com renda domiciliar per capta inferior a R$ 70.
Serviço
Lançamento Campanha Mundial "Uma família humana: pão e justiça para todas as pessoas"
10 de dezembro de 2013, às 14h
Na sede Nacional da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)
SE/Sul Quadra 801 Conjunto "B" - Brasília (DF).
Apoio para mudança de sede da Secretaria Executiva do FBES
ноября 28, 2013 14:38 - no comments yetPor Secretaria Executiva do FBES
A Secretaria Executiva do FBES está de mudança e pedimos apoio dos militantes do DF e Entorno para a realização da mudança para novo endereço. Partiremos do Setor Comercial Sul para Ceilândia Sul neste sábado (30.11).
Aos que puderem apoiar neste sábado enviar e-mail para daniela@fbes.org.br e marcela@fbes.org.br
Aproveitamos para informar que temporariamente o telefone 61 - 3865-3268 ficará fora do ar a partir da próxima semana. O novo endereço da Secretaria Executiva do FBES será: QNM 03, Conjunto O, lote 47 - Ceilandia Sul - Distrito Federal.
Secretaria DF realiza Encontros de Economia Feminista e Solidária
ноября 26, 2013 9:06 - no comments yetFonte: Secretaria da Mulher GDF (http://canalcooperativo.com.br/secretaria-realiza-encontros-de-economia-feminista-e-solidaria/)
A Secretaria da Mulher do Distrito Federal tem a honra de convida-la para os Encontros de Economia Feminista e Solidária da Candangolândia (27/11) e do Paranoá (04/12). Os Encontros são a porta de acesso das mulheres aos benefícios do projeto Selo Rede Mulher, que tem como objetivo promover o reconhecimento, a valorização e a autonomia socioeconômica das artesãs e trabalhadoras manuais do Distrito Federal.
As participantes devem levar aos Encontros uma amostra dos seus principais produtos, com no máximo 05 (cinco) peças. Os produtos serão fotografados e divulgados na internet juntamente com a história de cada artesã.
Nos Encontros, as artesãs também terão acesso a uma série de serviços oferecidos pelo GDF e instituições como o IFB, o Sebrae-DF, o BRB, o Fórum de Economia Solidária do Distrito Federal, a Rede de Economia Solidária e Feminista e a Associação de Mulheres de Negócios e Profissionais.
Ainda nos Encontros, grupos de artesãs poderão se inscrever para concorrer ao Selo Rede Mulher de Economia Solidária. Ao final do projeto, serão selecionados 50 grupos que terão seus produtos e histórias divulgados em 10.000 catálogos físicos, receberão 2.000 etiquetas para promoção de seus produtos e terão acesso a oportunidades especiais de comercialização.
Não é necessária inscrição prévia e mulheres de todo o DF e Entorno poderão participar de qualquer edição dos Encontros. Até o início de 2014, Sobradinho, Varjão, Gama e Brasília são as demais regiões que receberão os Encontros, que já foram realizados em Planaltina, Ceilândia, Santa Maria, Recanto das Emas, Itapoã, Riacho Fundo, Samambaia, Cidade Estrutural, São Sebastião e Brazlândia. Em 2014 também será realizada uma edição especial para as mulheres rurais.
Para mais informações entre em contato com a equipe da Secretaria da Mulher por meio dos telefones 3425-4707 ou 3961-1647.
Carta Aberta à Presidenta Dilma Rousseff sobre as ameaças e ataques de ruralistas contra indígenas
ноября 25, 2013 12:25 - no comments yetFonte: http://www.aatijupa.org
À Presidenta Dilma Rousseff
Desde a morte de Oziel Terena, assassinado por forças policiais durante o cumprimento de uma reintegração de posse na terra indígena Buriti em maio deste ano, uma série de acontecimentos tem colocado em risco a segurança e a vida das comunidades indígenas do Mato Grosso do Sul. Em sua guerra particular contra os povos indígenas, fazendeiros tem se manifestado de forma cada vez mais agressiva no discurso e na ação contra estes povos.
Estimulado por declarações violentas e preconceituosas de fazendeiros e seus representantes no Mato Grosso do Sul, o conflito chega a um estado de recrudescimento que exige de nós, organizações indígenas e indigenistas, vir a público mais uma vez denunciar a situação urgente e gravíssima dos povos originários do estado, e exigir uma intervenção federal imediata no Mato Grosso do Sul, de modo a evitar mais uma tragédia anunciada no Brasil.
Em Campo Grande, durante a invasão da sede da Fundação Nacional do Índio por 150 produtores rurais, no dia 19 de novembro, uma fazendeira gritou, dirigindo-se a indígenas que estavam no local: "o dia 30 está chegando ( ), e rogo uma praga a vocês: morram. Morram todos!". Foi aplaudida pelos manifestantes. Dia 30 de novembro foi o prazo final estabelecido pelos produtores rurais do Mato Grosso do Sul para que o governo solucione os conflitos fundiários no estado. No entanto, prevendo que o Estado não consiga apresentar uma proposta que efetivamente dê cabo do problema - e que favoreça o segmento do agronegócio - os fazendeiros, através de suas associações, tem pública e repetidamente dado declarações como esta. "O prazo para uma solução final é 30 de novembro. Depois disso, como já é tragédia anunciada, os fazendeiros irão partir para o confronto legítimo para defender seu direito de propriedade. E vai haver derramamento de sangue, infelizmente", declarou o vice-presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul), Jonatan Pereira Barbosa, na tribuna da Comissão de Reforma Agrária do Senado Federal, no dia primeiro de novembro, conforme publicado no sítio eletrônico da entidade. O presidente da Acrissul, Francisco Maia, no último dia 8, em reunião com 50 produtores rurais do estado, disse: "A Constituição garante que é direito do cidadão defender seu patrimônio, sua vida. Guarda, segurança, custa dinheiro. Para entrarmos numa batalha precisamos de recurso. Imagine se precisamos da força de 300 homens, precisamos de recurso para mobilização". Em nova reunião, no dia 12 de novembro, o vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), Nilton Pickler, também veio à público corroborar a posição da Acrissul: "Estamos em uma terra sem lei, onde invadir propriedade não é mais crime, alguma reação precisa ser feita", afirmou. As entidades representativas dos produtores rurais do estado estão organizando, para o dia 7 de dezembro, em Campo Grande, um leilão de animais, commodities, máquinas e produtos doados pelos próprios pecuaristas do estado, para arrecadar recursos para ações contra os indígenas. Deram ao evento o nome de "Leilão da Resistência". Declararam, no último dia 19, que já receberam 500 cabeças de gado como doação, equivalentes a, no mínimo, 500 mil reais. O documento final da Quarta Assembleia do Povo Terena, que contou com a participação de mais de 300 lideranças Indígenas de todo o estado, representando os mais de 70 mil indígenas que lá vivem, declarava: "a tragédia está anunciada em Mato Grosso do Sul ( ). É pública e notória a ameaça concreta intentada contra os povos indígenas pelos ruralistas deste estado". Para os indígenas, está claro: os "leilões da resistência" anunciados pelos produtores rurais "tem por objetivo financiar milícias armadas". Em carta, os indígenas criticaram o Estado pelo abandono das negociações, no sentido de encontrar saídas para a questão indígena. "O governo federal instalou ( ) uma mesa de diálogo na tentativa de resolver a demarcação de nossos territórios. No entanto, após vários prazos estipulados pelo próprio ministro [da Justiça], não há nada de concreto a ser apresentado aos povos indígenas". As comunidades Terena, Guarani-Kaiowá, Guarani Ñandeva, Kinikinau e Kadiwéu em luta pela garantia de seus territórios tradicionais, tem relatado e denunciado à Polícia Federal, à Funai e ao MPF um sem número de casos de ataques a tiros, invasões, intimidações e ameaças de morte que os indígenas vem sofrendo no último período. Apesar disso, até o momento, nenhuma segurança permanente está sendo oferecida a estes povos. Os indígenas conhecem bem o trabalho da segurança privada que os fazendeiros pretendem ampliar na região. Em contexto do conflito envolvendo indígenas e fazendeiros, em novembro de 2011, a empresa de segurança privada Gaspem, que prestava - e ainda presta - serviços a proprietários de terras que incidem sobre território tradicional indígena, foi acusada de envolvimento na morte do rezador Guarani-Kaiowá Nízio Gomes, no tekoha Guaiviry, em Aral Moreira. Na denúncia, o Ministério Público Federal do Mato Grosso do Sul (MPF-MS) classificou as atividades da empresa como de uma "milícia privada", exigindo a suspensão das atividades da companhia. Em função do caso, sete pessoas estão presas, conforme relatou o MPF. Jornais e televisões locais também têm associado o termo "milícias armadas" ao discurso dos ruralistas sobre o leilão e sobre as ameaças do dia 30 de novembro. Agências de notícias internacionais categorizaram o caso como "conflito sangrento ( ) com características de guerra territorial". É público e notória que, no Mato Grosso do Sul, os fazendeiros estão organizando força paramilitar para atentar contra a vida de coletividades e contra o Estado de direito no Brasil. A "resistência" dos latifundiários é contra a demarcação das terras indígenas. É contra a realização de laudos e perícias pela Funai. É contra a organização política dos indígenas, que avançam na retomada de seus territórios tradicionais, frente à morosidade do Estado e da Justiça, de toda a violência que vem sofrendo, das mãos das forças policiais estaduais e federais, e das seguranças privadas "legais" ou ilegais que atuam na região. A dita "resistência" é, a rigor, contra a vida destas pessoas. Em função desta conjuntura, extensão de um violento processo histórico de espoliação, confinamento e extermínio dos povos indígenas desta região, as organizações signatárias vêm a público exigir da presidente Dilma uma intervenção federal imediata no Estado do Mato Grosso do Sul. O poder público pode e deve evitar esta "tragédia anunciada", repetição sistemática do genocídio contra os povos indígenas. E isto precisa ser feito agora. O reconhecimento e a demarcação das terras indígenas é a verdadeira solução para a situação que está posta no Mato Grosso do Sul. Brasília, 21 de novembro de 2013.
Conselho Indigenista Missionário - Cimi
Articulação dos Povos Indígenas do Brasil - APIB
Articulação dos Povos Indígenas da Região Sul - ArpinSul
Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo - Apoinme
Aty - Guassu Guarani Kaiowá
Conselho de Caciques Terena
Conselho Indígena de Roraima - CIR
Instituto Kabu - Nejamrô Kayapó
Associação dos Índios Tupinambá da Serra do Padeiro - AITSP
CCPIO AP. Galibi Marworno - Paulo R. Silva
Vídeo nas Aldeias - Vicent Carelli
Operação Amazônia Nativa - Opan
Instituto de Pesquisas e Formação Indígena - Iepé
Instituto Sócio Ambiental - ISA
Associação Terra Indígena Xingu - ATI
XInstituto Indígena para Propriedade Intelectual - Inbrapi
HAY - Dário Vitória Kopenawa Yanomami
HAY - Davi Kopenawa Yanomami

