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Notícias da Economia Solidária na região

13 de Janeiro de 2009, 0:00 , por Desconhecido - | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
Fonte: site do FBES (www.fbes.org.br)

Aprovação do PL 4685 na Comissão de Finanças e Tributação na Camara dos Deputados

21 de Maio de 2014, 11:51, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

Por Secretaria Executiva do FBES

Foi aprovada hoje na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, por unanimidade, o Projeto de Lei (PL) 4685 que dispõe sobre a Política Nacional de Economia Solidária e os empreendimentos econômicos solidários e cria o Sistema Nacional de Economia Solidária e dá outras providências. Nesta comissão o PL teve acréscimos inseridos sobre o Cadsol e registro facultativo como Sociedade Simples.

Está é a segunda comissão por que passa o PL, agora o mesmo seguirá para a última comissão na Câmara, Constituição e Justiça, para depois seguir ao Senado e ser finalmente aprovada. Neste sentido é fundamental a continuidade da manutenção da pressão por todo movimento de economia solidária para aprovação rápida e ainda este ano do PL.

Para acompanhar o PL acesse: http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=559138



Seminário discute construção da Politica Nacional de Educação Popular

20 de Maio de 2014, 13:37, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

Fonte: http://www.secretariageral.gov.br

Nos dias 21 e 22 deste mês será realizado, em Brasília-DF, o II Seminário da Politica Nacional de Educação Popular voltado a organizações da sociedade civil e gestores públicos federais.

Acompanhe ao vivo pela internet através do link: http:\goo.glF6YhTu

A atividade é parte do processo de construção da Politica Nacional de Educação Popular, iniciado em 2011.Ao longo desse período, diversas experiências em educação popular desenvolvidas no território nacional estão servindo de fonte iluminadora para a construção da Política. Em 2013, quando foi realizado o primeiro seminário sobre esse tema saiu como encaminhamento, a elaboração do Marco de Referência da Educação Popular para as Politicas Públicas.

As atividades do primeiro dia (21) acontecem no Auditório do Anexo I do Palácio do Planalto, das 8h a 16h30h, e no Centro Internacional de Convenções de Brasília (CICB), onde, a partir das 18h, a presidente Dilma Rousseff fará o lançamento da Política Nacional de Participação Social.

No dia 22, as atividades estão previstas apenas no CICB, localizado no Setor de Clubes Sul, trecho 2, conjunto 63, lote 50, onde acontecerá das 11h às 13h o lançamento do Marco de Referência de Educação Popular para as Políticas Públicas. Para participar do evento, que é gratuito, os interessados devem se inscrever pelo endereço eletrônico consultapnep@gmail.com. O II Seminário da Política Nacional de Educação Popular é realizado pelo Departamento de Educação Popular e Mobilização Cidadã da Secretaria-Geral da Presidência da Republica.



Cáritas Brasileira lança edital para contratação de sistematizador e mobilizador

13 de Maio de 2014, 11:10, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

Fonte: www.caritas.org.br

A Cáritas Brasileira, através do Convênio no.. 787545/2013, torna público a realização do processo seletivo simplificado para contratação de pessoal para a execução do projeto "Economia Solidária e Feminista como estratégia para Autonomia e Auto-organização das Mulheres". As inscrições vão até 25 de maio.

Maiores informações em: http://caritas.org.br/wp-content/uploads/2014/05/Edital-Contratacao-0015-2014-doc-mandela.pdf



Paul Singer participa do II Encontro Nacional da Rede de Comercialização Solidária

12 de Maio de 2014, 7:40, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

Fonte: http://marista.edu.br

O último dia do encontro Nacional da Rede ComSol, contou com a participação do Secretário Nacional de Economia Solidaria do Ministério do Trabalho e emprego, Paul Singer, que destacou a importância de uma rede de comercialização da Economia Solidária em todo o Brasil:

"Vocês são a vanguarda da Economia Solidária no Brasil, porque vocês se defrontam diretamente com o capitalismo no país… A comercialização é estratégica, não só porque ela vende aquilo que se produz e retorna os recursos para que mais produção possa haver, mas é mais do que isso, quem faz acontecer a comercialização está em contato direto com os consumidores e concorrentes, e com isso tem o aprendizado que é precioso para nós, nós do Governo que precisamos saber o que vocês fazem e assim propor as políticas que são necessárias".

"A Economia Solidária é uma realidade no nosso país e não só aqui, mas em muitos países no mundo e essa multiplicação, essa expansão da EcoSol praticamente por todos os continentes é que enriquece a Economia Solidária"

"E o comercio é uma das formas, a ciência é outra, a educação é uma terceira forma de congraçamento… normalmente o comércio é uma forma pacífica de gente diferente entrar em intercâmbio e descobrir que são todos seres humanos, que podem se gostar, que podem se ajudar que podem ser solidários, que podem alcançar juntos, lado a lado, o bem viver, e se vocês quiserem a felicidade."

A Rede de comércio solidário definiu como missão conectar pontos fixos de Comercialização Solidária, fortalecendo as relações e experiências comerciais entre os empreendimentos econômicos solidários e seus parceiros comerciais, respeitando as diversidades, os saberes populares, construindo a prática contínua do comércio justo, fomentando o consumo consciente e as práticas agroecológicas, para o bem viver.

E tem como objetivo ser referência mundial como rede de comercialização financeiramente independente, forte e articulada de forma democrática e solidária, promovendo o comércio justo e o bem viver.

Clique aqui para conhecer mais sobre a missão, atribuições, objetivos e visão da Rede Brasileira de Comercialização Solidária.

Ascom - Aline Matos



O poder feminino na economia solidária

30 de Abril de 2014, 15:12, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

Fonte: http://namu.com.br/materias/o-poder-feminino-na-economia-solidaria

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No Brasil, existem cerca de 33 mil empreendimentos sem patrões. Neles, máquinas, terra ou qualquer instrumento de produção pertencem a todos. As decisões administrativas são tomadas em grupo. E, assim como o trabalho, o lucro é dividido entre todos. Esses empreendimentos compõem a chamada economia solidária, um sistema de cooperativas, empresas, grupos informais e até bancos.

Entre 3 e 4 milhões brasileiros compram, vendem e produzem dentro desse sistema. O economista Paul Singer, responsável pela Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes), concedeu uma entrevista sobre o tema para NAMU sobre o assunto durante o Café Solidário, realizado na Universidade de São Paulo (USP).

Quem são os beneficiados pela economia solidária?

A maioria são agricultores familiares. Nas cidades, o forte da economia solidária são mulheres que trabalham com artesanato. Para essa discussão aqui na USP, li a pesquisa Cadeia Produtiva de Empreendimentos da Economia Popular Solidária (1), feita pela prefeitura de Fortaleza. Eu vi as tabelas: 87% são mulheres. O que elas fazem? Todo tipo de artesanato que você pode imaginar - bonecas, bijuterias, roupas, muitos objetos de tecido.

Existem também os catadores de material reciclado das grandes cidades brasileiras. Eles são cerca de 1 milhão de pessoas que sobrevivem da coleta, da catação do lixo, um material precioso. Há ainda os moradores dos quilombos. Recentemente, visitei um quilombo em Ubatuba (SP), uma fazenda que criou com outros quilombos a Cooperativa do Azul. Eles procuram desenvolver o turismo, já que estão próximos ao mar. Criaram uma pousada, um restaurante com comida típica quilombola e desenvolvem projetos ligados à música. O que muda na vida das mulheres depois que elas entram na economia solidária?

Em geral, são as mulheres que têm mais interesse, porque elas são oprimidas e na economia solidária, opressão não é tolerada. Uma vez, numa favela do Rio de Janeiro, a mulher de um traficante importante entrou na cooperativa e falou para o marido que agora ia ganhar dinheiro, ajudar a sustentar a família. Ele foi violentamente contra. "Não quero que você faça isso, ganho suficiente." No fim do mês, a mulher foi mostrar o dinheiro para o marido e levou uma sova. As outras mulheres souberam disso, foram lá e ele, então, levou uma sova. Quer mudança? Provavelmente essas mulheres não poderiam fazer o que fizeram sem a economia solidária.

Por quê?

Porque elas são da mesma cooperativa, tornaram-se irmãs e tomaram as dores de uma que foi brutalmente injustiçada. Estavam indignadas.

Elas conseguem enfrentar essas situações por terem mais dinheiro?

Não, por terem mais unidade. Elas são muitas e se apoiam mutuamente. Isso lhes dá força. Ganham autoestima e o dinheiro pode ajudar, obviamente. A economia solidária propicia uma transformação quando não há dignidade, quando há opressão. Isso vale para negros, mulheres, crianças, velhos... há uma porção de setores oprimidos, seja pela idade, cor da pele ou religião. A opressão ou a exclusão não deve acontecer nesse sistema.

Por que a economia solidária é importante para a sociedade?

Eu não sei se a economia solidária é importante para toda a sociedade. Para as pessoas que estão felizes com o capitalismo, a economia solidária não é tão importante. Essa forma de economia foi inventada, em última análise, por críticos ao capitalismo. A primeira cooperativa importante foi criada na Inglaterra por operários sem trabalho. Esses operários eram seguidores do reformador social galês Robert Owen, um socialista utópico que defendia as cooperativas.

Como a economia solidária pode conviver com o capitalismo e suas grandes empresas?

Algumas vezes é muito difícil competir. Se a cooperativa compete com uma empresa que consegue produzir mais barato e com melhor qualidade, vai sair perdendo. Do ponto de vista político, não tem problema nenhum. Acredito que os capitalistas democráticos não sejam contra a economia solidária.

Como os brasileiros que trabalham em empresas com patrão podem apoiar a economia solidária?

Se você quiser apoiar, pode entrar em uma organização não-governamental. O apoio individual é muito difícil. Você pode ensinar inglês, o que seria muito importante para eles. Pode ensiná-los a dançar ou tocar um instrumento. Eles precisam muito de conhecimento e têm curiosidade também. Existem maneiras de ajudar outras pessoas, principalmente através da educação.

Antídoto contra o desemprego

A economia solidária ganhou força no Brasil durante a década de 1980, quando a crise econômica deixou milhões de pessoas desempregadas e lançou famílias na rua, relembra Paul Singer. A Igreja Católica colaborou na organização de cooperativas em grandes cidades e no interior nordestino. O processo continua.

"Os trabalhadores hoje não querem perder o emprego em empresas que estão fechando, eles se organizam em cooperativas para mantê-las abertas. Nos países em crise, as cooperativas não quebram. As empresas, sim", diz o economista.

Uma pesquisa da Senaes feita com 1,4 milhões de trabalhadores da economia solidária concluiu que 55% deles eram agricultores familiares, seguidos de artesãos, trabalhadores autônomos, desempregados, catadores de materiais recicláveis e outras categorias de profissionais.

Foto: Agência Brasil/ CC by 3.0



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Comunicação, Organização do movimento, Região Centro-Oeste