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January 13, 2009 0:00 , by Unknown - | No one following this article yet.

Mobilização em Rio Pardo - RS garante avanços para Cocamarp

July 16, 2015 20:45, by MNCR - Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis - 0no comments yet

A manhã chuvosa da terça-feira, dia 14 de julho, possibilitou o nascer de um novo sol para toda a comunidade de Rio Pardo. A primeira capital gaúcha amanheceu com suas ruas coloridas pelas bandeiras do Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis-MNCR.  Catadores de todo o estado mostraram sua solidariedade, força e poder de organização ao irem ao encontro do prefeito Fernando Schwanke questionando o silêncio da prefeitura a situação de corte do convênio de Coleta Seletiva Solidária no município. A caminhada que iniciou no trevo de acesso ao centro da cidade e contou distribuição de panfletos para a comunidade e entoação de cantos em defesa da Reciclagem Popular.

   Em 2011 o município de Rio Pardo havia estabelecido um convênio de R$ 16.600,00 com a Cocamarp-Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis de Rio Pardo, porém apenas R$ 6.600,00 eram repassados a cooperativa. No final de 2014 esse valor foi diminuído para R$ 3.000,00, e em junho de 2015 este valor foi cortado completamente. O objetivo da mobilização foi cobrar da prefeitura municipal uma solução para a situação.

     A manifestação foi antecedida por diversas tentativas de diálogo. Entre elas, a apresentação de uma proposta de qualificação do serviço de Coleta Seletiva Solidária protocolada em janeiro deste ano, a articulação do FACS-Fórum de Ação pela CSS em Rio Pardo para discutir questões referentes à política do município no que tange a reciclagem, a realização de uma audiência pública sobre o assunto em Junho de 2015, o contato com ministério público, questionando sobre as irregularidades do município no cumprimento da PNRS, além das diversas conversas feitas pela Cocamarp com representantes do poder público ao qual não geraram nenhum encaminhamento concreto que sinalizasse a continuidade da valorização e reconhecimento do serviço prestado para o município.

   “Não aceitamos esta situação injusta que estamos enfrentando, queremos trabalhar e avançar, não retroceder. A Cocamarp, mesmo sem receber desde junho não parou a Coleta Seletiva Solidária em Rio Pardo, que acontece em 7 bairros, e mesmo frente a crise e a baixa do material por conta do inverno estamos tentando manter nosso índice de reciclagem que é de quase 15 tonelada mês junto Rede CataPampa.” Comenta a catadora e Coordenadora da Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis de Rio Pardo-Cocamarp, referindo-se ao posicionamento da cooperativa diante as dificuldades de negociações enfrentadas desde o início deste ano. Após chegar em frente a Prefeitura, assim como a chuva, o povo não deu trégua até que a comissão de negociação fosse recebida. Na ocasião foi entregue a pauta de reivindicação exigindo a contratação da Cocamarp. Foi acordado que nova reunião ocorreria no período da tarde para que a Prefeitura apresentasse uma proposta aos catadores e catadoras ali mobilizados.

   A mobilização que contou com o apoio de diversos grupos do estado, permaneceu firme, esclarecendo e pedindo apoio da população rio-pardense à luta do povo catador. Na tarde, em nova reunião de negociação, foi apresentada a proposta da Prefeitura e, após negociações, ficou definido que: a Prefeitura custeará toda a operação da Coleta Seletiva Solidária, incluindo manutenção dos equipamentos, campanha de conscientização ambiental, abastecimento dos veículos, por dois meses, até que a prefeitura se organize para firmar um novo convênio. Paralelamente foi instituído um Grupo de Trabalho para elaboração de um programa de Coleta Seletiva Solidária para ser feito através de contrato. O Prefeito se comprometeu pessoalmente em participar deste grupo.

    “Conseguimos avançar mais um pouco, mas ainda seguimos firmes no nosso propósito de conquistar o reconhecimento e valorização do nosso trabalho, através de um contrato que pague todos os custos operacionais e administrativos do nosso serviço, além de ter um valor para cada catador e catadora pela sua força de trabalho empenhada nesta tarefa”, conclui a catadora Claudia Santos. Após o término das negociações, a mobilização retornou pelas ruas centrais da cidade, agradecendo o apoio da população. No mesmo local da concentração inicial ocorreu o seu encerramento, em que todos os/as presentes firmaram o compromisso de continuar a luta em defesa da Reciclagem Popular.



Carta de Santa Cruz

July 13, 2015 20:30, by MNCR - Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis - 0no comments yet

As organizações sociais reunidas no Segundo Encontro Mundial de Movimentos Populares, em Santa Cruz de la Sierra, Bolívia, durante os dias 7, 8 e 9 de julho de 2015, concordamos com o papa Francisco em que as problemáticas social e ambiental emergem como duas faces da mesma moeda. Um sistema incapaz de garantir terra, teto e trabalho para todos, que mina a paz entre as pessoas e ameaça a própria subsistência da Mãe Terra, não pode seguir regendo o destino do planeta.

Devemos superar um modelo social, político, econômico e cultural onde mercado e o dinheiro se converteram nos reguladores das relações humanas em todos os níveis.

Nosso grito, o grito dos mais excluídos e marginalizados, obriga que os poderosos compreendam que não se pode seguir dessa forma. Os pobres do mundo se levantaram contra a exclusão social que sofrem cotidianamente. Não queremos explorar, nem sermos explorados. Não queremos excluir, nem sermos excluídos. Queremos construir um modo de vida no qual a dignidade se alce por cima de todas as coisas.

Por isso, nos comprometemos a:

1. Impulsionar e aprofundar o processo de mudança

Reafirmamos nosso compromisso com os processos de transformação e libertação como resultado da ação dos povos organizados, que a partir de suas memória coletiva tomam a história em suas mãos e decidem transformá-la, para dar vida às esperanças e às utopias que nos convocam a revolucionas as estruturas mais profundas de opressão, dominação, colonização e exploração.

2 Viver bem, em harmonia com a Mãe Terra

Seguiremos lutando para defender e proteger a Mãe Terra, promovendo a “ecologia integral” de que fala o papa Francisco. Somos fiéis a filosofia ancestral do “bem viver”, nova ordem de vida que propõe harmonia e equilíbrio nas relações entre os seres humanos e entre estes e a natureza.

A terra não nos pertence, nós pertencemos à terra. Devemos dela cuidar e trabalhá-la em benefício de todos. Queremos leis ambientais em todos os países em função do cuidado dos bens comuns.

Exigimos a reparação histórica e um marco jurídico que resguarde os direitos dos povos indígenas em nível nacional e internacional, promovendo um diálogo sincero a fim de superar os diversos e múltiplos conflitos que atravessam os povos indígenas, originários, camponeses e afrodescendentes.

3. Defender o trabalho digno

Nos comprometemos a lutar na defesa do trabalho como direito humano. Pela criação de fontes de trabalho digno, pelo desenho e implementação de políticas que restituam todos os direitos trabalhistas eliminados pelo capitalismo neoliberal, tais como os sistemas de seguridade social, a aposentadoria e o direito de sindicalização.

Rechaçamos a precarização, a terceirização e buscamos que se supere a informalidade através da inclusão, nunca com perseguição ou repressão.

Também levantamos a causa dos migrantes, deslocados e refugiados. Instamos aos governos dos países ricos a que derroguem todas normas que promovem tratamento discriminatório contra eles e que estabeleçam formas de regulação que eliminem o trabalho escravo, o tráfico de pessoas e a exploração infantil.

Impulsionaremos formas alternativas de economia, tanto em áreas urbanas como em zonas rurais. Queremos uma economia popular e social comunitária que resguarde a vida das comunidades e que prevaleça a solidariedade acima do lucro. Para isso é necessário que os governos fortaleçam os esforços que emergem das bases sociais. 

4. Melhorar nossos bairros e construir moradias dignas

Denunciamos a especulação e a mercantilização dos terrenos e bens urbanos. Rechaçamos os despejos forçados, o êxodo e o crescimento dos bairros marginalizados. Rechaçamos qualquer tipo de perseguição judicial contra aqueles que lutam por uma casa para sua família, porque entendemos a moradia como um direito humano básico, o qual deve ter caráter universal.

Exigimos políticas públicas participativas que garantam o direito à moradia, a integração urbana de bairros marginalizados e o acesso integral ao habitat para edificar casas com segurança e dignidade.

5. Defender a Terra e a soberania alimentar

Promovemos a reforma agrária integral para distribuir a terra de maneira justa e equitativa. Chamamos a atenção dos povos para o surgimento de novas formas de acumulação e especulação da terra e do território como mercadorias, vinculadas ao agronegócio, que promove a monocultura destruindo a biodiversidade, consumindo e contaminando a água, deslocando populações camponesas e utilizando agrotóxicos que contaminam os alimentos.

Reafirmamos nossa luta pela eliminação definitiva da fome, pela defesa da soberania alimentar e pela produção de alimentos saudáveis. Também rechaçamos enfaticamente a propriedade privada de sementes por grandes grupos agroindustriais, assim como a introdução de produtos trangênicos substituindo aos nativos, pois destroem a reprodução da vida e da biodiversidade, criam dependência alimentar e causam efeitos irreversíveis sobre a saúde humano e o meio ambiente. Nesse sentido, reafirmamos a defesa dos conhecimentos tradicionais dos povos indígenas em relação à agricultura sustentável.

6. Construir a paz e a cultura do encontro

Nos comprometemos, a partir da vocação pacífica de nossos povos a intensificar as ações coletivas que garantam a paz entre todas as pessoas, povos, religiões, etnias e culturas.

Reafirmamos a pluralidade de nossas identidades culturais e tradicionais que devem conviver harmoniosamente sem que umas se sobreponhas a outras. Nos levantamos contra a discriminação de nossa luta, pois estão criminalizando nossos costumes.

Condenamos qualquer tipo de agressão militar e nos mobiliamos pelo cessar imediato de todas as guerras e ações desestabilizadoras ou golpes de Estado, que atentam contra a democracia e a vontade dos povos livres. Rechaçamos o imperialismo e as novas formas de colonialismo, sejam militares, financeiras ou midiáticas. Nos pronunciamos contra a impunidade dos poderosos e a favor da liberdade dos lutadores sociais.

7. Combater a discriminação

Nos comprometemos a lutar contra qualquer forma de discriminação entre os seres humanos, seja por diferenças étnicas, cor de pele, gênero, origem, idade, religião ou orientação sexual. Todas e todos, mulheres e homem, devemos ter os mesmos direitos. Condenamos o machismo, qualquer forma de violência contra a mulher, em particular os feminicídios, e gritamos: Nenhuma a menos!

8. Promover a liberdade de expressão

Promovemos o desenvolvimento de meios de comunicação alternativos, populares e comunitários, frente ao avanço dos monopólios midiáticos que ocultam a verdade. O acesso à informação e a liberdade de expressão são direitos dos povos e fundamento de qualquer sociedade que se pretenda democrática, livre e soberana.

O protesto é também um forma legítima de expressão popular. É um direito e aqueles que o exercem não devem ser perseguidos.

9. Colocar a ciência e a tecnologia a serviço dos povos

Nos comprometemos a lutar para que a ciência e o conhecimento sejam utilizados a serviço do bem-estar dos povos. Ciência e conhecimento são conquistas de toda a humanidade e não podem estar a serviço do lucro, exploração, manipulação ou acumulação de riquezas por parte de alguns grupos. Persuadimos a que as universidades se encham de povo e seus conhecimentos sejam orientados a resolver os problemas estruturais mais que a gerar riquezas para as grandes corporações. Deve-se denunciar e controlar as multinacionais farmacêuticas que, por um lado, lucram com a expropriação de conhecimentos milenares dos povos originários e, por outro, especulam e geram lucros com a saúde de milhões de pessoas, colocando o negócio na frente da vida.

10. Rechaçamos o consumismo e defendemos a solidariedade como projeto de vida

Defendemos a solidariedade como projeto de vida pessoal e coletivo. Nos comprometemos a lutar contra o individualismo, a ambição, a inveja e a ganância que se aninham em nossas sociedade e muitas vezes em nós mesmos. Trabalharemos incansavelmente para erradicar o consumismo e a cultura do desperdício.

Seguiremos trabalhando para construir pontes entre os povos, que nos permitam derrubar os muros da exclusão e da exploração!



Defensoria Pública visita lixão em Itapeva e avalia PNRS

July 6, 2015 18:55, by MNCR - Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis - 0no comments yet

O lixão de Itapeva, cidade a 290 km da Capital paulista, é a fonte de renda há cerca de 15 anos de Joel Paz de Almeida, de 32. Ele e a esposa trabalham como catadores de materiais recicláveis no local, que na última terça-feira (30/6) recebeu a visita do Núcleo de Cidadania e Direitos Humanos da Defensoria Pública de SP.
 
O objetivo do Núcleo é avaliar a implementação das Políticas Nacional e Estadual de Resíduos Sólidos. O Defensor Público Rafael Lessa Vieira de Sá Menezes, que é coordenador auxiliar do Núcleo e participou da visita, avaliou como grave a situação no local, pois a cidade não possui plano municipal de resíduos sólidos e quase não há interação entre prefeitura e catadores.
 
Constatou-se que não estão implementadas no local as diretrizes da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010), que traz como objetivos a “integração dos catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis nas ações que envolvam a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos”.
 
Catação
 
Papelão, latinhas, garrafas PET e plásticos finos são alguns dos materiais buscados todas as manhãs por Joel, que mora no bairro carente de Vila Santa Maria com a esposa e os filhos, duas meninas de 12 e 10 anos e um bebê.
 
Tudo é estocado e, no fim do mês, vendido para empresas que fazem a reciclagem. Os itens mais valiosos são as garrafas PET, vendidas a R$ 0,55 por quilo. Já papel branco, livros e caixinhas de leite não são procurados porque o valor pago é muito baixo (o quilo do papel branco vale R$ 0,05, por exemplo).
 
O serviço é feito sem luvas ou qualquer outro material para proteção, exceto uma barra de metal usada para remexer os resíduos. Cacos de vidro já provocaram cortes nas mãos e nos pés de Joel, mas ele diz que os ferimentos são mais comuns em quem está começando no trabalho. Doença provocada pelo trabalho ele diz que nunca teve.
 
A venda dos recicláveis rende a Joel mensalmente entre R$ 500 e R$ 600, mas o valor já chegou a R$ 1.200 em mês com muitos materiais encontrados e de preço em alta.
 
Cooperativa
 
O Defensor Rafael Lessa afirma que os trabalhadores do local têm uma auto-organização para o trabalho, mas que ainda não é formalizada como cooperativa. Ele ressaltou que a prefeitura deve fornecer todo o suporte para que os catadores se constituam como cooperativa e para sua contratação, com remuneração, fornecimento de infraestrutura e maquinário adequado.
 
Durante a tarde, a Defensoria se reuniu com as Secretarias de Coordenação e Planejamento e de Recursos Hídricos e com a Procuradoria do Município, que se comprometeram a discutir a questão e desenvolver uma agenda para uma política municipal de resíduos sólidos que contemple a inclusão social dos catadores. O Município tem reunião marcada dia 14/7 com moradores para apresentar um plano de atuação.
 
Diagnóstico
 
A visita ao lixão foi acompanhada por Marineide Alves Santos, do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis, que entregou um diagnóstico do local, elaborado em parceria com a Rede Verde Sustentável, Instituto Ecoar para a Cidadania e Unisol Brasil.
 
O documento aponta a presença de urubus, trabalhadores atuando em situação de risco, materiais depositados em vala sem proteção do solo e das pessoas, trazendo também vários relatos de catadores. Os textos apontam a baixa renda obtida, a falta de reconhecimento do trabalho, a necessidade de criação de uma cooperativa e de condições de trabalho com equipamentos e segurança.



Catadores participarão de Encontro Mundial de Movimentos Populares com o Papa Francisco

July 6, 2015 18:15, by MNCR - Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis - 0no comments yet

Nos dias 07 e 08 de julho, movimentos sociais de todo planeta estarão reunidos em Santa Cruz de La Siera - Bolivia, discutindo temas como meio ambiente, moradia e economia Solidária. Após o Encontro Mundial, os delegados farão um encontro com o Papa Francisco, onde militantes sociais estarão contando depoimentos de suas dificuldades, lutas e vitórias, além de sua visão de mundo e humanidade, convergindo de forma propositiva.

“Com certeza será um espaço onde praticaremos um novo mundo e renovaremos nossas energias assim como nossa unidade em torno da defesa do planeta e da inclusão das pessoas” declara Alex Cardoso, presentante do MNCR presente nesse importantes espaços de trocas de experiencias e construção de um novo mundo.

Além do MNCR, outros Movimentos Nacionais de Catadores estarão presentes, como o Movimento dos Trabalhadores Excluídos(Argentina) Rede Nacional dos Recicladores do Equador – (Equador) Asociação Recicladores de Bogotá(Colombia) que juntos a outros movimentos representam a Rede Latino Americana e Caribenha de Recicladores (Red Lacre).


Programação

Encontro Mundial de Movimentos Populares

Dias 07 e 08 de julho de 2015

 09 de Julho Encontro Fexpocruz

Santa Cruz de la Sierra, Bolivia

 

Segunda Feira, dia 06 de julho de 2015

Chegada dos delegados internacionais

 

Terna Feira, 07 de julho 2015

07:30hs. Café da Manhã

08:00hs. Credenciamento dos Delegados e entrega dos materiais ditaticos

10:00hs. Atividade Cultural

11:00hs. Painel de Abertura

 

Card. Peter Turkson, Conseho Pontificio de Justicia e Paz – Vaticano

Emb. David Choquehuanca Céspedes, Ministro de Relaçõess Exteriores Estado Plurinacional da Bolivia

 

Convocantes:

  • Juan Grabois, Movimento de Trabalhadores Excluídos (MTE) – Confederação dos Trabalhadores da Economa Popular (Solidária)(CTEP) - Argentina.

  • Alfredo Rada Vélez, Vice-ministro de Coordinação dos Movimientos Sociais e Sociedade Civil (VCMSSC) - Bolivia

  • João Pedro Stédile, Movimento dos Trabajadores Rurais Sem Terra (MST) -Brasil.

  • Jockin Arputham, National Slum Dwellers Federation of India – Slum Dwellers International (SDI) - India.

  • Xaro Castelló, Hirmandade Trabalhadora de Ação Católica (HOAC) – Movimento Mundial de Trabalhadores Cristianos (MMTC) - Espanha.

  • Juanita Ancieta, Confederação de Mulheres Bartolinas – Bolivia

 

13:00hs. Almoço

14:00hs. Intervalo

14:30hs. Panel Mãe Terra: “A luta pela Mãe Terra e O Apoio de Laudato Sí”

 

  • Silvia Ribeiro, ETC Grupo - México

  • Rodolfo Machaca, Confederação Sindical Única de Trabalhadores Campesinos de Bolivia (CSUTCB) - Bolivia

  • João Pedro Stédile, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)-Brasil

  • Luis Infanti della Mora, Bispo da Diócese de Aysén - Chile

 

COORDINAÇÂO: Michael Czerny, Conselho Pontificio de Justicia e Paz (PCJP) - Vaticano e Francisca Rodríguez - ANAMURI - CLOC - Vía Campesina - Chile

 

16:30hs. Intervalo

17:00hs. Trabalho em grupos Simultaneos:

  • A crise ambiental da Pachamama(Mãe Terra) y el aporte de Laudato Sí: Lourdes Huanca, FEMUCARINAP - Perú e Edgardo García, ATC - Nicaragua

  • A soberania alimentar como resposta aos agrotóxicos e os transgenicos: Cony Oviedo, CONAMURI - Paraguai e Marina dos Santos, MST-Brasil

  • Terra e Territorio: Delegados de organizacão indígena originaria campesina da Bolivia

 

19:30hs. Jantar

20:00hs. Noite Cultural

21:00 hs. Apresentações Culturais de Bolivia

 

Quarta feira 8 de julho 2015

7:30hs. Café da Manhã

8:00hs. Atividade Intercultural

9:00hs. Painel Trabalho: “Da exclusão a organização popular dos trabalhadores”

  • Sergio Sánchez, Movimento de Trabalhadores Excluídos - Federação Argentina de Cartoneros e Recicladores(catadores) – Confederação Trabahadores da Economia Popular(Solidária) (CTEP) - Argentina.

  • Rolando Borda, Central dos Trabalhadores Departamental de Santa Cruz - Bolivia

  • María del Carmen Aguilar, Sindicato Nacional de Trabahadores Independentes de Saúde da Guatemala (SINTRAINSA) - Federação Nacional dos Trabalhadores e Vendedores Independentes de Guatemala (FENTRAVIG) – Guatemala

  • José Raúl Vera López, Bispo da Diosese de Saltillo – México

 

COORDINAÇÂO: Marcelo Sánchez Sorondo, Arcebispo, Academia Pontificia de Ciencias (PAS) - Vaticano y Eliane de Moura Martins, Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras pelos Dereitos (MTD) - Brasil

 

10: 00hs. Trabalho em Grupos Simultaneos:

  • Dereito ao trabaho, trabalho com dereitos: Juan Churats, Movimento Mundial dos Trabalhadores Católicos - Perú e Beatriz Cerqueira, Movimentos Sindical de Educadores e Central Única de Trabalhadores -MG, Brasil.

  • Economia Popular(Solidária) e organização comunitaria: Luis Maidana, Movimento Nacional de Empresas Recuperadas - Argentina e María Elbia Pisuña Llulluna, Rede Nacional dos Recicladores do Equador - Equador

  • Exclusão social: migração trabalho escravo, trabalho infantil e a invisibilização do trabalho da mulher: Giulia Baruzzo, Líbera International - Italia e Beatriz Mamani Confederação General de Trabalhadores Fabrís - Bolivia

 

13:00hs. Almoço

14:00hs. Intervalo

14:30hs. Panel TETO: “O teto, a ciudade e os movimentos populares”

  • Benedito Barbosa, Central de Movimentos Populares (CMP) - Brasil

  • Wesnell Belfleur, Koperativ Lojman Men nan Men - Cooperativa de Moradia Mão a Mão (KOLOMM) - Haití

  • Jockin Arputham e Parveennisa Mohammed Razi Ahmed Shaikh, National Slum Dwellers Federation of India – Slum Dwellers International – India

  • Guilherme Antônio Werlang, Bispo da Diocese de Ipameri – Brasil

 

COORDINAÇÂO: Walter de los Santos, Federação Uruguaia de Cooperativas de Moradia por Ajuda Mutua - Uruguay e Luisa Maldonado, Solidaridade - Ecuador

 

16:30hs. Intervalo

17:00hs. Grupo de Trabalho Simultáneo

  • Asentamentos, crise urbana e “ecologia humana”: Grupo bilingüe: Rose Molokoane, South African Federation of the Urban Poor - Sudáfrica y John Samuel, Slum Dwellers International - India

  • A Moradia Social e Popular: Valerio Ayaviri Lázaro, Confederação Sindical de Trabalhadores em Construção de Bolivia e Patricia Maidana, Cooperativa de Moradia Los Pibes (COVILPI) - Argentina

  • Desconcentração, renda urbana e especulação imobiliaria: delegado do Movimento de Pobladores de Venezuela e Alex de Álava, Federação de Cooperativas de Moradias (FECOVI) - Uruguai

 

19:30hs. Janta

20:00hs. Recreação

21:00hs. Jornada Cultural de Integração dos Povos.

 

Quinta Feira 09 de julho 2015 // Fexpocruz

7:30hs. Café da Manhã

8:00hs. Actividade Intercultural

9:00hs. Painel “Paz, soberania e integração dos Povos”:

  • Jeniffer Bello Martínez, Federação de Estudantes Universitarios de Cuba, Cuba

  • Felipe Rangel, Movimento Social e político de Massas do Centro Oriente Colombiano - Colombia

  • Delegado de Haití

 

 

Testimonios:

  1. Mariam Mousa, Union of Agriculture Work Committe (UAWC), testimonio sobre mujeres en Palestina

  2. Mehmet Ali Dogan, Comité de Solidaridade Kurdistán - América Latina, testimonio sobre o povo kurdo

  3. Nohra Padilla, Asociação Recicladores de Bogotá (ARB) - Colombia

  4. Everton Benjamin da Cruz, Coordinação Nacional de Entidades Negras (CONEN), testimonio sobre el genocidio de la juventud negra en Brasil

  5. Víctor Hugo López Rodríguez, Centro Bartolomé de las Casas, testimonio sobre resistencia en Chiapas

  6. Samuel Waweru, KENASVIT, Kenya

 

COORDINACIÓN: Fernando Rodríguez Ureña, Federación Sindical de Trabajadores Petroleros - Bolivia y Esteban Castro, Confederación de Trabajadores de la Economía Popular (CTEP) - Argentina

 

13:00hs. Almuerzo

14:00hs. Recreación

14:30hs. Presentación del Documento Final - Conclusiones EMMP 2015.

COORDINAÇÂO: João Pedro Stédile, Movimeento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) - Brasil, Juan Grabois, Movimento de Trabalhadores Excluidos (MTE) – Confederação de Trabalhadores da Economia Popular(Solidária) (CTEP) - Argentina y Alfredo Rada, Viceministro de Coordinação de Movimentos Sociais e Sociedade Civil (VCMSSC) - Bolivia.

14:30hs. Credenciamento de novos participantes

16:30hs. Intervalo

17:00hs. Encontro dos movimentos populares com Papa Francisco e com o Presidente Evo Morales

19:30hs. Jantar

21:00hs. Retorno aos países de origen



Nota de repúdio sobre violência misógina

July 2, 2015 20:53, by MNCR - Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis - 0no comments yet

É com muito pesar que nós catadoras, trabalhadoras, mães e chefes de família, nos deparamos com a intolerância e falta de valores políticos democráticos retratados em adesivos de carros, que demonstram um país machista, violando a figura não só da presidente da república federativa do brasil, mas muito mais, da mulher que venceu as eleições de forma legítima e representa, queiram ou os opositores, o Brasil.

Não se trata de debate político, mas sim de gênero, de atos lesivos aos direitos e garantias das mulheres. Jamais na história desse país, por maiores as atrocidades cometidas pelos chefes do poder executivo, a honra e a imagem de um presidente foi denegrida, com argumentos sexistas e covardes como os que estão sendo dirigidos a Presidente Dilma Rousseff, personagem importante na reconquista da democracia do país, na qualidade de militante pela liberdade.

É por isso, por não admitir violência de qualquer natureza ou debate político sexista, machista ou covarde que tornamos público o nosso REPÚDIO às imagens que vem sendo divulgadas em veículos particulares pelo país.

 

Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis – MNCR

 

Obs.: Misoginia é o ódio, desprezo ou repulsa ao gênero feminino e às características a ele associadas (mulheres ou meninas). Está diretamente ligada à violência contra a mulher.


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