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января 13, 2009 0:00 , by Unknown - | No one following this article yet.

A Flip além da Tenda dos Autores

августа 19, 2014 21:02, by Unknown - 0no comments yet

E no começo a Flip era só programação principal. Ainda bem que hoje isso mudou. Não porque as mesas da programação principal não sejam merecedoras de aplausos, nesse ano tivemos mesas bem atrativas, unindo literatura, política, jornalismo, arquitetura, ciência, memória... Porém, a cada ano que passa fica mais difícil comprar ingressos, que se tornou tarefa árdua e heroica e esse ano foi o primeiro que não consegui um ingresso sequer para a tenda dos autores, o que me deixa preocupada pelos anos seguintes. Essa edição da Flip teve corte no orçamento. Culpa da inflação? Os patrocinadores preferiram apoiar a Copa e não sobrou muito para a literatura? Erro fatal! Devido à economia, não houve a Tenda do Telão, mas teve telão ao ar livre e é claro que teria que ser gratuito, haja vista o público ter ficado ao relento e debaixo do sol. Os deuses da literatura devem ter feito um acordo com São Pedro e para sorte daqueles que tiveram de se contentar com o telão, não choveu. Definitivamente, o show de abertura aberto ao público e sem cadeiras foi mais empolgante e Gal Costa não deixou que sentíssemos falta do conforto dos anos anteriores. Na Praça da Matriz, nada daqueles bonecos temáticos, apenas as variadas letras de Millôr e não houve um que não quisesse fazer uma foto na letra de seu nome.


O lado bom de não conseguir ingressos foi que a Flip cresceu para os lados e as programações paralelas já superam a principal. A Flipinha apresentou boas atrações para todas as idades. A Flip Mais, na Casa de Cultura, nos brindou com Adriana Calcanhoto (sempre maravilhosa e simpática) em Versos de Risco – do Hai-kai à poesia marginal, que no final da conversa teve a paciência magistral de autografar seu novo livro e fotografar com todos os fãs, um por um, sempre sorridente; o emocionante Em Nome do Pai, com Marcelo Rubens Paiva e Ivo Herzog, falando sobre o momento traumático que viveram na época que seus pais foram vítimas da ditadura e o comediante Reinaldo, do Casseta & Planeta regeu uma conversa sobre Millôr Fernandes, o homenageado do ano. O Instituto Moreira Salles, Casa Rocco e Casa Folha não ficaram para trás, trouxeram Ruy Castro, Guilherme Arantes e Frei Beto. O SESC ofereceu oficinas com Ninfa Parreiras (literatura infantil), Marcelino Freire (Formas Breves- essa eu fiz!) e dramaturgia. Além dessas atrações, essas casas ainda ofereceram um agrado ao público presente: petiscos, espumantes, vinho tinto, cerveja... Muitas vezes foi difícil encontrar uma brecha para entrar. A Casa do Autor Roteirista, em seu segundo ano, também inovou com oficinas de áudio-visual e roteiros, essa com Adriana Falcão, roteirista da Grande Família. Ofereceu palestras com diretores e autores da TV Globo, saraus de poesias e textos de autoria dos organizadores da Casa, Thelma Guedes e Newton Canito, lidos por artistas globais (Nanda Costa, Marcos Caruso, Ângelo Antonio, Murilo Rosa e Leona Cavalli). Estreando na Flip, o SENAC teve a brilhante ideia de oferecer o Cozinhando com Palavras, uma casa gastronômica onde chefs, como Francisco Lelis e André Bocatto e aprendizes falaram sobre a arte da cozinha, desde os menus do tempo do império até a necessidade de reaproveitamento alimentar. E tudo com direito à degustação dos pratos feitos aos nossos olhos. Que voltem em 2015.
            Por tudo isso, não ter ingressos para a Tenda dos Autores foi a melhor coisa que me aconteceu esse ano. Tive tempo para fazer a Oficina de Marcelino Freire que durou 3 dias e que acrescentou muito ao meu conhecimento e aprimoramento na escrita de contos, microcontos e minicontos. Do lado de fora, a arte, a cultura e a literatura explodiam para todos os lados e nos contagiavam com a vontade de obter mais e mais. O único momento que parei à frente do telão foi para assistir Fernanda Torres e Daniel Alarcón na mesa Romance em Dois Atos.
            Paraty, com os dias ensolarados e as noites frias estava aconchegante e deslumbrante como sempre, mas, estruturalmente, agonizava com tantas pessoas, tendo seu pico no sábado, quando milhares de pessoas invadiram as ruas e a ponte sobre o rio Perequê. Encontrar um restaurante para almoçar foi trabalhoso e um teste de paciência. As operadoras de telefonia estavam mortas, dificultando o pagamento com cartão nos estabelecimentos. Desconforto para os clientes, que tinham de pagar em dinheiro e confusão para os proprietários. Mas nada pior do que ver comerciantes aumentarem o preço das mercadorias aos nossos olhos, preços que já estavam exorbitantes. Mas isso não é culpa da Flip, trata-se do jargão da Lei de Gerson de querer levar vantagem em tudo.
            Não há o que falar mal da Flip, pelo contrário. Como já disse, a Flip extrapolou a Tenda dos Autores e fervilha do outro lado do rio, no Centro Histórico. Que continue assim nos outros anos e eu não precisarei lamentar a dificuldade de conseguir um ingresso para a programação principal.

Denise Constantino
             



VALENTIN E SOPHIA EM HQS E PASSATEMPO - EDUCATIVOS

июля 1, 2014 12:31, by Unknown - 0no comments yet

HQS E PASSATEMPOS EDUCATIVOS 


http://www.youblisher.com/p/892830-Valentin-O-Menino-Verde/



PEÇA TEATRAL: SOPHIA - A PENSADORA EM AVENTURAS NA BIBLIOTECA

июня 29, 2014 23:47, by Unknown - 0no comments yet




Sophia é uma menina de 8 anos que vive com a mãe e a irmã. Seu pai desapareceu de forma misteriosa. Sophia é esperta, curiosa, inteligente e adora mistérios e aventuras; por isso, adora contar e vivenciar as histórias que lê. Sophia usa uma bolsa onde guarda objetos pessoais de grande utilidade para suas aventuras. Tem como fiel companheira sua cadela chamada Cindy e possui como protetoras duas corujas mágicas, chamadas Razão e Sensibilidade. As aventuras de Sophia se iniciam quando ela abre um livro, acessa seu tablet ou conversa com as pessoas. Obtendo mais conhecimento e descobrindo mais sobre a história de nosso mundo e sobre contos de fantasia, Sophia – A Pensadora vivencia uma história lida e ainda tem a liberdade de recontá-la, com mais dinamismo, aventuras e emoções.
A peça Aventura na Biblioteca é realizada com a interação entre fantoches e atores reais e começa quando Sophia se dá conta de que Dom Quixote desapareceu de suas histórias (ora, uma história sem seu herói fica incompleta!). Então, Sophia embarca em uma aventura a sua procura, vasculhando todos os livros de histórias infantis, dialogando com personagens que habitam a fantasia das crianças, como Pinóquio, Peter Pan, Chapeuzinho Vermelho, Cinderela e Branca de Neve. No final, uma surpresa... e descobre-se porque Dom Quixote saiu de suas aventuras literárias para os dias atuais. A aventura termina com todos cantando.
O roteiro é informativo, educativo e divertido para crianças do 1º ao 6º ano. A produção é da SPAsophia Cultura & Arte, com texto de Denise Constantino, direção de Carmen Amazonas, produção executiva de Sérgio Silva, com os atores: Rafaela Maia, Felipe Santana, Lucas Renner.

MAIS INFORMAÇÕES: (24) 99225-7705 - carmen.amazonas@gmail.com 









FUI NA CHAPADA DA DIAMANTINA

июня 2, 2014 19:44, by Unknown - 0no comments yet



15/05- às 8h30m partimos a pé com Pedro Paulo e caminhamos por 1,5km até a Cachoeirinha, cuja água transparente como piscina nos convidou a um banho gelado. Caminhamos um pouco mais e chegamos aos labirintos do salão de areias coloridas, bem interessante. O Poço Halley, apenas contemplamos e nos poços do Serrano relaxamos nas piscinas naturais formados pelas águas que se alojam nas crateras formadas tanto pela ação do tempo quanto pela ação dos homens procurando diamantes no passado. A hidromassagem foi o clímax da viagem, pois dali voltamos ao hotel para arrumar as malas, almoçar e partimos para o aeroporto. Às 15h partimos para Salvador. Lá, pegamos um táxi para o Hotel Mar Brasil, construído ao redor da casa de Vinícius de Morais. Ficamos espantadas com a tabela de preço, a diária mais barata era  1250,00 e paguei apenas 200,00 pelo Booking, uma pechincha! Jantamos no próprio hotel e nos arrependemos. A comida estava horrível, insossa e foi caro. 




16/05- No último dia, fizemos um city tour no ônibus de turismo de Salvador. O tempo estava chuvoso e não dava para ir à praia e nem ficar na piscina. Ficamos 1h e 30m no Mercado Modelo, onde compramos algumas lembrancinhas para os familiares. Os preços são bons, mas não gostamos do inconveniente que são os ambulantes, que quase nos agarram para vender algo. Tomamos sorvete na famosa sorveteria Ribeira de 1931. Visitamos a Igreja do Senhor do Bonfim e o Memorial de Irmã Dulce, onde fiquei muito emocionada por seu grandioso e edificante trabalho com os menos favorecidos. Gostaria de ter conhecido o Farol da Barra, mas só passaram de longe, havia obras ao redor e não podiam parar. O passeio foi razoável, não gostei dos serviços dos guias do ônibus. Jantamos no melhor restaurante de Salvador, Mistura Fina, bem próximo ao hotel e ainda tivemos 20% de desconto. Mais uma decepção: o garçom que anotou nosso pedido simplesmente sumiu e nossas bebidas só chegaram após a comida, depois de reclamarmos com a gerente. Nenhum esclarecimento nos foi dado, se o garçom passou mal, se fugiu, se teve dor de barriga...

17/05: Volta ao Rio. Fomos à noite ao shopping Nova América e comemos em um restaurante na Rua do Rio.

18/05: Fomos ao MAM ver a exposição de Ron Mueck. Exposição exótica, diferente de tudo que já havíamos visto. A perfeição de suas peças nos surpreendeu. Depois, entramos em um ônibus e fomos para a Lagoa, almoçar. O Lagoon, além de estar lotado, tinha um preço muito salgado. Voltamos e entramos em Ipanema. Almoçamos no Devassa. Depois, fomos a pé para Copacabana e visitamos o Forte. Aproveitamos para assistir a um concerto de harpa e violinos, este com os Pequenos Mozart. Lindo, belíssimo! Entramos no museu, que é bem interessante. Quando saímos já estava escuro e não conseguimos visitar o Forte como queríamos. Fizemos um lanche na Confeitaria Colombo e depois voltamos para Tijuca de metrô.

19/05: Volta à realidade. Matar saudade da família, da gata (Scheidy) e da cadela (Pitty). E depois... casa, trabalho, trabalho, casa e outras coisas mais.



DIAMANTINA - A CHAPADA DA BAHIA

июня 2, 2014 19:35, by Unknown - 0no comments yet



13/05- De Mucugê, pela manhã, fomos pela estrada mais linda da Chapada, às margens da Serra do Sincorá até Guiné. Em Guiné, abandonamos o carro e iniciamos a subida pela trilha que nos levaria ao mirante do Vale do Pati a uma distância de 9,5 km de ida e de volta. Foi um teste vigoroso para o condicionamento físico. Logo no início da trilha, uma cobra cruzou nosso caminho, era uma enorme cascavel. Depois de muita subida, pular pedras, pequenos córregos, passar pelo rio Negro, atravessar ponte de tronco, andar e andar, mais uma vez fomos recompensadas. A vista do mirante para o Vale é sensacional. É verdade: o que é mais belo exige esforço para ser alcançado. Lanchamos, admiramos, descansamos e depois iniciamos a jornada de volta. Se a subida exigiu fôlego, a descida exigiu força física no joelho, que ficou bem prejudicado. Mas, nada muito sério que um relaxante muscular não resolva. Graças a Deus nossos músculos resistiram bem e não deixamos de ver todas as maravilhas da Chapada, quer dizer, quase todas, pois faltou tempo, há muitas coisas para apreciar. Mais uma 1h e 30m de carro e chegamos ao Vale do Capão, um pequeno vilarejo onde vive uma população de vida alternativa. Vimos (literalmente) “duendes” e “gnomos” indo e vindo a pé pelas ruelas de terra de Capão. Ficamos na Pousada do Capão. Belíssima, quarto confortável, funcionários prestativos, ambiente agradável, um café da manhã de agradar aos olhos e ao paladar. Estava frio à noite e acenderam a fogueira no gramado. Ficamos sentadas, aquecidas pela fogueira e olhando o céu limpo, estrelado, assistidas pelas imponentes montanhas que pareciam as paredes da pousada. E, claro, não poderia passar por essa experiência sem apreciar um bom vinho. Recusamos sair para comer pizza com o guia, incluída no pacote do passeio, para poder curtir mais a pousada. Jantamos lá mesmo e não nos arrependemos. 





14/05- Saímos do Capão às 9h e logo chegamos à base da associação de guias do Capão, para iniciarmos a subida para a Cachoeira da Fumaça. A subida íngreme é de 2km, depois seguimos no plano por mais 4,5km. A paisagem, como sempre, fascinante, recompensando o falta de fôlego na subida. Quando chegamos ao topo da rocha, mal acreditamos que estávamos naquele lugar. Abaixo, um precipício de 400m, onde a cachoeira da Fumaça rugia e os respingos de sua água nos molhavam como pequenos alfinetes gelados. A água não tinha força para atingir o chão e voltava, formando um arco-íris em seu topo. Não relutei nem um pouco para engatinhar pela pedra e vê-la todinha. Emocionante. Mas o precipício não era para brincar, é necessário muito cuidado. Um guia nos contou que 6 pessoas já morreram lá. Três se suicidaram e três caíram acidentalmente. Lanchamos junto a outros visitantes e logo retornamos para a trilha. Mais 6,5km de terreno plano e descida. Os joelhos, mais uma vez, reclamaram. No final da trilha, na base de onde partimos, uma surpresa: uma cobra coral em uma valeta assustou nosso guia, que pulou sobre ela. Ela correu rapidamente para o mato, mas tivemos tempo de fotografá-la. Paramos para tomar um caldo de cana, uma água de côco e depois fomos tomar um banho gelado na cachoeira do Riachinho. As pequenas pedras pontiagudas da cachoeira parecem incrustadas em cimento, mas são naturais e machucam muito os pés. Levamos 1h e 30m para voltar a Lençóis, mas antes, passamos em Campos de São João para comprar o famoso doce de leite caseiro e delicioso, próprio do local. Quando chegamos ao hotel de Lençóis, tivemos a ingrata surpresa de saber que o checkout é às 10h, diferentemente de todos os outros hotéis que conhecemos. O último passeio antes do voo ficaria comprometido e eu já havia pago por ele. Quando fomos jantar, passei no escritório da agência Volta ao Parque e falei com o Renato, que rapidamente ligou para a Rose e resolveram o problema. Ficaríamos até às 12h. Ocorreu algum erro de comunicação, pois nem a agência sabia sobre o novo horário e nem atualizaram as normas do hotel disponíveis nos quartos. Decepcionante para um hotel 4 estrelas.



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