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January 13, 2009 0:00 , von Unbekannt - | Es folgt noch niemand diesem Artikel.

CHAPADA DESLUMBRANTE

June 2, 2014 19:25, von Unbekannt - 0no comments yet



11/05- O dia amanheceu chuvoso, mas não desanimamos. Dessa vez, o guia foi Aderbal da Agência Volta ao Parque e viajamos de Kombi, juntamente com um simpático casal que morava em Lençóis. Depois de um longo trecho de carro e mais algum a pé, chegamos ao Poço Encantado, onde entramos com capacete e lanterna por uma trilha íngreme para a gruta onde abriga o poço. Pena que o tempo estava chuvoso e não havia  sol para iluminar a água azul turquesa. Mesmo assim, valeu a pena. Seguimos por mais um longo caminho de terra até o rio Paraguaçu, onde atravessamos de bote até um povoado onde se localiza o Poço. Passamos pelo chuveiro, norma para entrar na água do poço, colocamos colete e descemos por um caminho de terra. Lá em baixo, um guia interno nos esperava para orientações. Colocamos snorkel e entramos no Poço Azul, com água profunda e totalmente azulada, onde foi encontrado o fóssil de uma preguiça gigante. Parecia coisa de outro mundo. O ambiente meio escuro criava uma aura de mistério, mas vendo as fotos depois, tiradas de cima, percebemos como é sensacional flutuar naquelas águas. Ficamos flutuando por cerca de meia hora. Subimos e almoçamos no restaurante ali mesmo. Logo depois, seguimos rumo a Igatu com o guia Pedro Paulo. Igatu é chamada de Machu Pichu brasileira e logo na entrada da pequena cidade de 402 habitantes, percebemos o porquê. A cidade está incrustada em meio a montanhas de rochas. As casas foram construídas de pedras sobrepostas e muitas são só ruínas, dos tempos da exploração de diamantes. Visitamos o museu do garimpo a céu aberto e numa viagem pelo tempo, imaginamos quanta ambição, quantas intrigas, brigas e mortes ocorreram naquela cidadezinha que parecia da idade média ou da pré-história. Pernoitamos na Pousada Flor de Açucena, de beleza inusitada. Ambiente agradável e design interessante. O proprietário aproveitou as pedras do terreno para agregar à decoração. Assim, o quarto parece uma caverna. Gostei do diferente. O café da manhã enche os olhos e o estômago, muito bem preparado e servido.


12/05- Hoje, sol e finalmente o passeio mais comentado e esperado: a Cachoeira do Buracão. Percorremos 100 km até Ibicoara. Lá, pegamos a guia local, Ozi, que nos acompanharia na trilha. Seguimos de carro por mais 1 hora margeando as montanhas do Campo Redondo até chegarmos ao ponto de partida. Nosso guia Pedro Paulo ficou no carro, enquanto seguimos com Ozi a pé pela trilha de 3 km. O cansaço ficou de lado, inibido diante de tanta paisagem bela, incluindo mata do cerrado e do agreste, orquídeas coloridas, o cacto xique-xique com seus “olhos” nos vigiando, a cachoeira Recanto Verde, o rio Espalhado, o chão de areia como uma praia, a cachoeira das Orquídeas, Buraquinho até chegarmos ao tão falado cânion do Buracão. Sentimos os respingos e ouvimos o ronco da cachoeira que estava volumosa devido às últimas chuvas. Quando vi aqueles paredões sinuosos de rocha, senti um frio do estômago de excitação e ansiedade e ao mesmo tempo de deslumbramento pela grandiosidade da natureza que formou aquela maravilha aos olhos. Não deu tempo para ter medo, logo colocamos os coletes e entramos na água. A máquina fotográfica ficou com a guia, que seguiu pelos paredões. Caímos na água escura e profunda e contra a correnteza, flutuamos no cânion por 100 metros. Os braços doeram, cansamos, os respingos atrapalharam as fotos, mas a beleza que defrontamos quando chegamos ao grande poço formado pela água furiosa e volumosa, transforma-se em pura recompensa e bênção de Deus. Subimos no paredão e ficamos alguns minutos apreciando. Realmente é tudo o que li sobre o Buracão. Belo, belo! Voltamos pelo cânion nadando, dessa vez, a correnteza ajudou e nos empurrou naturalmente. Lanchamos antes de pegar a trilha de 3 km para voltar, debaixo de um sol forte e brilhante, que deixava tudo mais belo ainda. Paramos para ver a cachoeira na parte de cima. Estávamos revigoradas e abençoadas pelo Buracão. Deixamos Ozi em Ibicoara e seguimos para Mucugê. Paramos no cemitério Bizantino e depois rumamos para repousar na Pousada Mucugê. Jantamos em um restaurante próximo e depois visitamos o Museu Municipal, onde fomos recepcionados pela tia Val, uma senhorinha que nos brindou com histórias do tempo áureo em que Mucugê era rica em diamantes. Sua simplicidade, simpatia e inteligência nos emocionaram e encantaram.




A JOIA DA BAHIA - CHAPADA DA DIAMANTINA

June 2, 2014 19:12, von Unbekannt - 0no comments yet



09/05- O guia Pedro Paulo nos buscou às 8h30m no hotel e fomos primeiro ao Poço do Diabo. Seguimos de Kombi num trecho com mais um casal e um rapaz, depois caminhamos por uma trilha curta. Passamos pelo rio Mucugezinho até chegar ao Poço do Diabo, que tem esse nome por causa de suas águas escuras e profundas, devido à própria composição das rochas, como ferro. A cachoeira é linda e a água refrescante, até demais. Relutei alguns minutos até dar um mergulho na água gelada, mas logo voltei para cima das pedras. É só para quem sabe nadar. Depois, percorremos mais um trecho de carro até a base para entrar na Gruta Lapa Doce, onde vimos estalactites e estalagmites de formações interessantes, que nos fizeram lembrar muito de Petar. Almoçamos


no restaurante da base, onde apreciamos uma boa comida caseira. Logo seguimos para a Gruta Azul e Pratinha. A Gruta Azul é formada por rochas calcárias e magnésio que proporciona a cor azulada e que é acentuada quando é tomada pelos raios solares. Belíssimo local, que está interligada à Pratinha, um grande lago de águas azuladas e transparentes, que nos convida a um banho revigorante. Pagamos 20,00 para flutuar na Gruta Azul com colete, snorkel e pé de pato. Podemos dizer que foi magnífico e inesquecível. A flutuação é para que as pequenas conchas depositadas no fundo da areia sejam destruídas ao pisarmos. Confesso que no momento em que nos afastamos da luz, mais para o interior da gruta, dá certo frio na barriga, mas o receio é compensado pela beleza daquela água turquesa. Depois dessa experiência ímpar, seguimos para o Morro do Pai Inácio para ver o por do sol e tínhamos de chegar antes das 5h. Subimos o morro em um trecho de 600m, íngreme, com a respiração ofegante e as pernas trêmulas, mas com a sensação de que era para uma boa causa. Estávamos certas, o cansaço deu lugar ao deslumbramento de vista tão sensacional de toda a Chapada e de um lindo por de sol. Foi a bênção de despedida daquele 1º dia maravilhoso na Chapada. Lindo, lindo! E que venham os outros.

10/05- Outro guia foi nos buscar no hotel às 8h30m e nos levou por um longo trajeto de carro, em meio à vegetação, vilarejos humildes, por um caminho de terra vermelha, rumo à Serra Paridas. Lá, apreciamos nas paredes rochosas de dois grandes monumentos esculpidos pela natureza (água e vento) pinturas rupestres desenhadas por tribos indígenas há 4000 anos. O nome deve-se a diversas pinturas (feitas com sangue de animais e coloração de plantas) de mulheres grávidas. Dali, seguimos por mais um longo trecho de chão de barro irregular para a Cachoeira do Mosquito. O nome não se refere ao inseto inconveniente, mas sim a pequenos diamantes assim apelidados, que foram encontrados lá, outrora. Cachoeira bonita com água refrescante e de cor cobre. Tomamos banho em um lago formado entre as pedras, sentindo os respingos da força da água que caía rugindo. Ali mesmo lanchamos e ficamos um tempo curtindo a energia do local. Antes da hora prevista, voltamos ao hotel e aproveitamos a piscina, a hidro e a sauna até a noite.



CHAPADA DA DIAMANTINA

June 2, 2014 19:05, von Unbekannt - 0no comments yet



Depois de passar pelo estresse uma semana antes da viagem devido a Azul cancelar o voo que comprei com dois meses de antecedência, finalmente o grande dia chegou.

07/05- Rio a Salvador pela TAM. Ficamos na Pousada Farol de Itapoã Lugar muito agradável, pessoal simpático. Passamos uma tarde em Itapoã, como o nosso “poetinha” Vinícius de Morais gostava. A praia tem um lindo visual, com o Farol imperando na praia, a grande faixa de areia e os prédios ao longe.

08/05- Salvador a Lençóis

pela Azul. Voo tranquilo e pontualíssimo, até me surpreendi. Pedro Paulo da agência Volta ao Parque estava nos esperando. Seguimos por meia hora na Kombi personalizada da agência, passando pela BR que liga a Bahia a Brasília, tomada de caminhões, o que me deixou muito tensa. Depois de meia hora chegamos ao Hotel de Lençóis e já na entrada nos surpreendemos pela imponência. Estilo rústico, com intenção de sustentabilidade, o design aproveita bem os elementos naturais do próprio meio. Bem estruturado: piscina enorme e morna naturalmente, estava calor em Lençóis. Há uma pequena piscina anexa, aquecida e com hidromassagem ao ar livre. O restaurante Roda D’água tem um cardápio interessante, comida boa por um preço acessível. A natureza está integrada ao hotel, tanto que no outro dia, no café da manhã, um filhote de jiboia de cerca de 2 metros visitou os hóspedes e resolveu fazer seu desjejum também, papando um desprevenido pássaro. Foi expulsa porque não tinha reserva. Nesse dia, como chegamos cerca de 4 horas, não deu tempo de fazer o passeio anteriormente planejado, deixamos para o último dia, pela manhã. Descemos a ladeira para visitarmos a cidade bucólica de Lençóis. As ruas de paralelepípedos e os casarões antigos, muitos construídos de pedras sobrepostas como um mosaico nos remeteram ao século XIX, nos áureos tempos de fartura de diamantes. Olhando a ponte de longe, parecia uma cidadezinha da Idade Média. Dentre os charmosos restaurantes e bares de Lençóis, jantamos no Bodega. Lugar acolhedor, boa comida e preço justo.



SOPHIA EM AVENTURAS NA BIBLIOTECA

May 27, 2014 15:40, von Unbekannt - 0no comments yet












BOURBON FESTIVAL PARATY 2014

May 26, 2014 14:09, von Unbekannt - 0no comments yet

O Bourbon Festival Paraty, que ocorreu entre os dias 24 e 26 de maio de 2014, está se transformando em um evento de grande proporção, aproximando-se devagar da grandiosidade da Flip. Diferencia-se no público, com gente mais jovem, despojada, que desfila pelas ruas de Paraty com long neck na mão e garrafa de vinho debaixo do braço.

Pontos +: Boas bandas, excelentes músicos e apresentações cativantes = boa música. E claro, sempre Paraty com seu charme, respirando arte por todos os poros. Hermeto Pascoal, Shemekia Copeland, Patti Austin e Big Time Orchestra com Tiago Abravanel fizeram a tenda da Matriz arrepiar. Orleans Street Jazz Band e os Buskers nos transportaram para New Orleans alegrando nossas passagens pelas esquinas de Paraty. O espaço em Santa Rita lembrou as viagens musicais em Woodstock, onde o público se ajeitou como pôde pelo chão, com direito a cestas de piquenique e isopor com bebidas.

Pontos _: Muito álcool e drogas. Não entendi porque as pessoas precisam beber tanto, já que a música já nos causa um "barato" natural e nos faz viajar pelo universo de forma saudável, mais tranquila e sem consequências drásticas. Nada contra  um vinho na janta ou uma cerveja com amigos, estou falando sobre os excessos. E é exatamente o que nos falta: controlar os excessos. Debaixo da lona do palco da Matriz, o chão parecia um mar de garrafas e latas, que se transformaram em obstáculos e risco de acidentes para os que queriam apenas ouvir, dançar e curtir boa música. Podia-se distinguir facilmente os que não possuíam uma garrafa de bebida alcoólica na mão, pois eram poucos. E pior: a maioria dos que se embriagavam eram jovens. No ar, defumação com erva, aquela que foi liberada no Uruguai. Negativo também foi a apologia à bebida feita por Tiago Abravanel e Big Time Orchestra quando, em pleno espetáculo, viraram meia garrafa de cachaça goela abaixo, garrafa essa que foi dada por alguém do público. Eles não precisavam daquela palhaçada. 

O Bourbon é contagiante, divertido, encantador, mas ainda prefiro a Flip. Apesar de adorar música, prefiro ver um jovem carregando um livro a ver um jovem com uma garrafa de cachaça debaixo do braço.

Por: Denise Constantino (No Bourbon com Carmen Amazonas)



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