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CIDADES HISTÓRICAS DE MINAS - 2ª parte

May 26, 2011 0:00 , by Unknown - 0no comments yet | No one following this article yet.
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A viagem pela história começou por Ouro Preto. Ficamos na Pousada Casa dos Contos. Aconchegante, preço bom, os funcionários esbanjam simpatia e é próximo ao centro histórico. Na Praça Tiradentes, fui invadida pelo deslumbramento diante da beleza do local. Olhei para o alto e vi a estátua de Tiradentes. Ali sua cabeça foi exposta, depois de ser enforcado no Rio de Janeiro. O Museu da Inconfidência, onde antigamente funcionava a Câmara e cadeia da cidade Vila Rica, impressiona e merece perder horas lá dentro apreciando os objetos usados na época. Podia ouvir os clamores dos presos e as tramoias dos políticos entre aquelas paredes de pedra fria e ambiente escuro. Paga-se 7,00 para a visita. Visitamos várias igrejas e todas cobram a entrada, que geralmente custa 2,00. São igrejas riquíssimas, talhadas a ouro, em estilo barroco ou rococó, com obras de Aleijadinho e Mestre Athaíde. Visitamos uma mina que já foi explorada e de onde se retirou muito ouro. O guia nos contou a história do sofrimento dos escravos naquele local e enquanto passava pelo beco escuro e estreito, podia ouvir a respiração ofegante deles, o som das picaretas cavando, o cansaço e a dor. A mina ainda é de ouro, literalmente, para o dono do terreno, que cobra 15,00 por pessoa para um curto trajeto. No observatório astronômico da Escola de Minas da Universidade Federal de Ouro Preto, vi saturno. A olho nu era apenas um ponto luminoso no céu negro, mas olhando pelo microscópio gigante, vi nitidamente o planeta envolto pelo anel. Passamos por chafarizes, pontes e casarios que eram museus ao vivo, casas de personalidades importantes na época. Pude visualizar Marília se encontrando com Dirceu na ponte que hoje leva o nome da musa de Tomás Antônio Gonzaga. Do alto da cidade vemos uma casa na colina, abaixo do Pico do Itacolomi. É a casa onde se reuniam os inconfidentes. Podiam-se ouvir as conspirações para a liberdade. Ouro Preto é aconchegante, bela e merece uma boa exploração de sua história, mas é necessário ter disposição para subir e descer suas ruelas de pedras inclinadas e íngremes. Fomos de trem para Mariana. Uma boa experiência diante de uma bela e exuberante paisagem. Em Mariana, cidade que nos remete à época dos pomposos portugueses que tomavam nosso ouro, ouvimos o concerto do órgão de Arp Schnitger, na Catedral da Sé. Senti-me nos grandes salões de bailes da aristocracia, no século XVIII. Depois, fomos à mina da passagem, onde descemos por um carrinho 200 metros abaixo do solo. Lá, extraíam ouro em pó, já de forma mecânica, através das máquinas trazidas pelos ingleses. Há um lago de temperatura estável, onde mergulhadores praticam mergulho em cavernas. Foi uma viagem ao centro da terra que custou 24,00 por pessoa.




Por: Denise Constantino da Fonseca

Foto: Carmen Amazonas

Source: http://spasophia.blogspot.com/2011/05/cidades-historicas-de-minas-2-parte.html

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