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CHAPADA DESLUMBRANTE

June 2, 2014 19:25 , by Unknown - 0no comments yet | No one following this article yet.
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11/05- O dia amanheceu chuvoso, mas não desanimamos. Dessa vez, o guia foi Aderbal da Agência Volta ao Parque e viajamos de Kombi, juntamente com um simpático casal que morava em Lençóis. Depois de um longo trecho de carro e mais algum a pé, chegamos ao Poço Encantado, onde entramos com capacete e lanterna por uma trilha íngreme para a gruta onde abriga o poço. Pena que o tempo estava chuvoso e não havia  sol para iluminar a água azul turquesa. Mesmo assim, valeu a pena. Seguimos por mais um longo caminho de terra até o rio Paraguaçu, onde atravessamos de bote até um povoado onde se localiza o Poço. Passamos pelo chuveiro, norma para entrar na água do poço, colocamos colete e descemos por um caminho de terra. Lá em baixo, um guia interno nos esperava para orientações. Colocamos snorkel e entramos no Poço Azul, com água profunda e totalmente azulada, onde foi encontrado o fóssil de uma preguiça gigante. Parecia coisa de outro mundo. O ambiente meio escuro criava uma aura de mistério, mas vendo as fotos depois, tiradas de cima, percebemos como é sensacional flutuar naquelas águas. Ficamos flutuando por cerca de meia hora. Subimos e almoçamos no restaurante ali mesmo. Logo depois, seguimos rumo a Igatu com o guia Pedro Paulo. Igatu é chamada de Machu Pichu brasileira e logo na entrada da pequena cidade de 402 habitantes, percebemos o porquê. A cidade está incrustada em meio a montanhas de rochas. As casas foram construídas de pedras sobrepostas e muitas são só ruínas, dos tempos da exploração de diamantes. Visitamos o museu do garimpo a céu aberto e numa viagem pelo tempo, imaginamos quanta ambição, quantas intrigas, brigas e mortes ocorreram naquela cidadezinha que parecia da idade média ou da pré-história. Pernoitamos na Pousada Flor de Açucena, de beleza inusitada. Ambiente agradável e design interessante. O proprietário aproveitou as pedras do terreno para agregar à decoração. Assim, o quarto parece uma caverna. Gostei do diferente. O café da manhã enche os olhos e o estômago, muito bem preparado e servido.


12/05- Hoje, sol e finalmente o passeio mais comentado e esperado: a Cachoeira do Buracão. Percorremos 100 km até Ibicoara. Lá, pegamos a guia local, Ozi, que nos acompanharia na trilha. Seguimos de carro por mais 1 hora margeando as montanhas do Campo Redondo até chegarmos ao ponto de partida. Nosso guia Pedro Paulo ficou no carro, enquanto seguimos com Ozi a pé pela trilha de 3 km. O cansaço ficou de lado, inibido diante de tanta paisagem bela, incluindo mata do cerrado e do agreste, orquídeas coloridas, o cacto xique-xique com seus “olhos” nos vigiando, a cachoeira Recanto Verde, o rio Espalhado, o chão de areia como uma praia, a cachoeira das Orquídeas, Buraquinho até chegarmos ao tão falado cânion do Buracão. Sentimos os respingos e ouvimos o ronco da cachoeira que estava volumosa devido às últimas chuvas. Quando vi aqueles paredões sinuosos de rocha, senti um frio do estômago de excitação e ansiedade e ao mesmo tempo de deslumbramento pela grandiosidade da natureza que formou aquela maravilha aos olhos. Não deu tempo para ter medo, logo colocamos os coletes e entramos na água. A máquina fotográfica ficou com a guia, que seguiu pelos paredões. Caímos na água escura e profunda e contra a correnteza, flutuamos no cânion por 100 metros. Os braços doeram, cansamos, os respingos atrapalharam as fotos, mas a beleza que defrontamos quando chegamos ao grande poço formado pela água furiosa e volumosa, transforma-se em pura recompensa e bênção de Deus. Subimos no paredão e ficamos alguns minutos apreciando. Realmente é tudo o que li sobre o Buracão. Belo, belo! Voltamos pelo cânion nadando, dessa vez, a correnteza ajudou e nos empurrou naturalmente. Lanchamos antes de pegar a trilha de 3 km para voltar, debaixo de um sol forte e brilhante, que deixava tudo mais belo ainda. Paramos para ver a cachoeira na parte de cima. Estávamos revigoradas e abençoadas pelo Buracão. Deixamos Ozi em Ibicoara e seguimos para Mucugê. Paramos no cemitério Bizantino e depois rumamos para repousar na Pousada Mucugê. Jantamos em um restaurante próximo e depois visitamos o Museu Municipal, onde fomos recepcionados pela tia Val, uma senhorinha que nos brindou com histórias do tempo áureo em que Mucugê era rica em diamantes. Sua simplicidade, simpatia e inteligência nos emocionaram e encantaram.



Source: http://spasophia.blogspot.com/2014/06/chapada-deslumbrante.html

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