<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"><channel><title>Feed RSS do(a) Caio</title><link>http://cirandas.org/caio.formiga</link><description>Conteúdo do(a) Caio publicado no CIRANDAS</description><item><title>Comunicação Pública no Brasil</title><description>&lt;p align="justify"&gt;As palavras cidadania e democracia começaram a ganhar forma no Brasil com a Constituição de 1988, feita após 21 anos de regime ditatorial. Também chamada de Carta Magna, a Constituição é a expressão, pelo menos era para ser, de um amplo debate político na sociedade da época, bem como sobre forte influência dos anos anteriores, marcados por um longo e conflituoso processo de mobilizações sociais e políticas, que exigiam a re-democratização do país e participação social. Portanto, a Constituição é ao mesmo tempo o arcabouço jurídico para os direitos sociais, bem como para ampliação da participação social nos processos de decisão e implementação das políticas do Estado.&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;Dentre os temas que mobilizaram os constituintes está a comunicação, que tem um capítulo inteiro, com 5 artigos: 220; 221; 222; 223 e 224.Todavia, não foi fácil. Segundo Celso Schröder, presidente da Federação Nacioanl de Jornalistas, a assembleia que debateu o tema foi tumultuada, com obstrução dos trabalhos dos grupos, impossibilitando que um relatório não fosse finalizado para ser lido na plenária. (1)&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;Apesar da importância da presença no texto oficial isso não é suficiente. Tudo que está na Constituição precisa de regulamentação para ser colocado em prática. Conforme denuncia Theófilo Rodriguez (&lt;a href="http://blogoosfero.cc/blog-do-miro/blog/a-constituicao-de-1988-e-a-comunicacao"&gt;aqui&lt;/a&gt;) "A falta de regulamentação criou um amplo espaço de manutenção de monopólios empresariais e falta de pluralidade e diversidade das perspectivas culturais." Com isso, os casos de violação de algum direito na mídia vão parar na justiça comum, sendo julgados sem um marco regulatório próprio, promovendo arbitrariedade e injustiças.&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;No artigo 223 é dito que a comunicação é um direito cedido pelo Poder Executivo através de outorgas (concessão, permissão e autorização), além de destacar a necessidade de haver complementariedade dos sistemas privados, públicos e estatais.&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;Devido a extrema concentração de veículos de comunicação privados em poucas famílias que controlam os grupos empresariais, os Donos da Mídia brasileira, é fundamental um sistema de comunicação de caráter público fortalecido.&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;De acordo a definição na wikipedia, comunicação pública é aquela "[...] com foco no interesse público, na formação de uma sociedade &lt;strong&gt;cidadã e democrática&lt;/strong&gt;, em encurtar distâncias sociais reduzindo as diferenças e em ampliar a capacidade analítica individual em prol do coletivo."&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;No Brasil temos vários veículos públicos: quem nunca escutou a Voz do Brasil? Para quem é da Bahia, temos a TVE e a Rádio Educadora, ambas sobre coordenação do IRDEB - Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia, na pasta da Sec. Educação do governo do estado.&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;Em 2008 foi criada a Empresa Brasil de Comunicações - EBC, num esforço de fortalecer o sistema público federal. A EBC passou a coordenar a TV Brasil, Agência Brasil, Radioagência Nacional e o Sistema Público de Rádio, composto por oito emissoras: rádios Nacional AM do Rio de Janeiro e Nacional AM de Brasília, Nacional FM de Brasília, rádios MEC AM e MEC FM do Rio de Janeiro, Rádio Nacional da Amazônia e das rádios Nacional AM e FM do Alto Solimões.&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;Todavia não basta existir uma empresa pública sem participação da sociedade, e justamente pensando nisso que na criação da Empresa foi estabelecido um Conselho Curador como um dos pilares para sua independência.&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:60px;" align="justify"&gt;"O Conselho Curador existe para zelar pelos princípios e pela autonomia da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), impedindo que haja ingerência indevida do Governo e do mercado sobre a programação e gestão da comunicação pública. Além disso, visa representar os anseios da sociedade, em sua diversidade, na aprovação das diretrizes de conteúdo e do plano de trabalho da empresa. Sua existência, como instância de participação social prevista na &lt;a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/l11652.htm" target="_blank"&gt;Lei 11.652/2008&lt;/a&gt;, é um critério fundamental para que a EBC seja de fato pública."&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;Com a chegada de Temer ao trono, ops, presidência muitas mudanças autoritárias foram realizadas. Em setembro de 2016, via Medida Provisório (&lt;a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv744.htm"&gt;744&lt;/a&gt;), que depois foi convertida em lei (&lt;a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13417.htm#art1"&gt;13.417&lt;/a&gt;), alterou o estatuto da EBC em diversos pontos, dentre eles extinguindo o Conselho Curador para criar um Comite &lt;span style="color: #000000;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Editorial e de Programação. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Conforme foi noticiado pelo portal Agência Brasil, parte da EBC, os Senadores e Deputados, enviaram ao presidente um texto que previa mais poder ao Comite inclusive "sobre alterações na linha editorial da programação veiculada pela empresa [..] e para convocar audiências e consultas públicas que permitam a ampla discussão sobre os conteúdos produzidos e a qualificação dos serviços." Todaiva, Temer vetou esses trechos da Lei sob a justificativa de que descaracterizaria a MP, cujo objetivo é maior flexibilidade e eficiência.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Até o momento não foi empossado o Comite, que deveria ser &lt;/strong&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&lt;strong&gt;formado por 11 membros.&lt;/strong&gt; Talvez não faça parte dos planos desse governo existir tal instância, mesmo que com poderes minímos de participação. De forma bem clara o que o governo passa sua mensagem, a EBC é uma empresa pública a serviço do governo no poder!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;Em sua última configuração o Conselho era formado por 22 membros (&lt;a href="http://www.ebc.com.br/institucional/conselho-curador/conselheiras-e-conselheiros"&gt;lista completa aqui&lt;/a&gt;):&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;15 representantes da sociedade civil, indicados via consulta popular;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;04 ministros do  Governo Federal, sendo: Secretaria de Comunicação Social da  Presidência da República, da Cultura, da Educação e da Ciência e Tecnologia;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;01 membbro da Câmara dos Deputados;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;01 membro do Senado Federal; &lt;/li&gt;
&lt;li&gt;01 um representante dos trabalhadores da EBC&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p align="justify"&gt;Um ano após a MP 744, os conselheir@s cassad@s publicaram uma carta (&lt;a href="http://conselhocurador.ciranda.net/blog/nota-publica-o-desmonte-da-ebc-um-ano-depois"&gt;aqui&lt;/a&gt;) fazendo um balanaço da situação que a EBC tem passado. Na data diversos blog noticiaram a iniciativa, num dela, o Brasil de Fato, foi publicada ainda um pequeno balanço de Rita Freire, presidenta do Conselho, onde afirma que "a empresa abandonou o modelo de comunicação pública, que se pauta no interesse social e coletivo. (&lt;a href="https://www.brasildefato.com.br/2017/09/01/um-ano-apos-o-golpe-jornalistas-da-ebc-denunciam-desmonte-da-comunicacao-publica/"&gt;aqui&lt;/a&gt;)&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;***&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;Outra mudança promovida pelo governo #FORA TEMER foi a alteração do tempo de mandado do &lt;span style="color: #000000;"&gt;presidente&lt;/span&gt;, &lt;span style="color: #000000;"&gt;que agora pode ser demitido a qualquer momento. &lt;/span&gt;Segundo alguns grupos de jornalismo afirmaram, essa alteração foi feita para resolver uma questão pessoal que tinha contra o diretor empossado por Dilma, Ricardo Melo (&lt;a href="https://www.cartacapital.com.br/revista/918/ebc-a-nova-obsessao-de-temer"&gt;aqui&lt;/a&gt;).&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;O atual manda chuva, Laerte Rímoli é muito conservador e com pouca trajetória no segmento de imprensa, em especial se comparado com Ricardo Melo (2), além de ter obscuras relações com o PSDB, foi assessor de Aécio na última campanha a presidência e apadrinhado por Eduardo Cunha para o cargo de diretor de Comunicações na Câmara dos Deputados. &lt;strong&gt;Imagina&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt; ter seu nome associado a essas duas pessoas - Aécio e Cunha, deve ser horrível....&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;&lt;br&gt; Enfim, com a nova direção alguns programas já foram impactados, caso do Observatório da Imprensa, que debatia temas como esse:&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;iframe src="//www.youtube.com/embed/tHwakmo3k5s" width="425" height="350"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Notas de Fim de Página&lt;br&gt;____________________&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;1 - Aúdio disponível na página sobre Regulação da Mídia, no portal da EBC - &lt;a href="http://www.ebc.com.br/regulacaodamidia"&gt;http://www.ebc.com.br/regulacaodamidia&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;2 - Já trabalhou nas emissoras de televisão SBT, Band e Globo, além de impressos como Revista Exame, Folha e Valor Econômico, tendo ainda uma história de envolvimento com o movimento estudantil ligado a Libelu - Liberdade e Luta (&lt;a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Liberdade_e_Luta"&gt;aqui&lt;/a&gt;).&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 10 Apr 2018 23:53:19 +0000</pubDate><link>http://cirandas.org/caio.formiga/blog/comunicacao-publica-no-brasil</link><guid>http://cirandas.org/caio.formiga/blog/comunicacao-publica-no-brasil</guid></item><item><title>Concentração da Mídia no Brasil</title><description>&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O Brasil é um dos países com maior concentração midiática do mundo, com alguns poucos megagrupos controlando diversos meios de comunicação (TV, rádio e jornais impressos).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Uma pena que o projeto Donos da Mídia, iniciado por James Gorgen durante o mestrado em 2008 (&lt;a href="http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/17166"&gt;aqui&lt;/a&gt;), mudou desde 2016, e a versão atual não mostra os grupos e donos. Ficamos apenas com o consolo de alguns dados desatualizados na wikipedia - &lt;a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Donos_da_M%C3%ADdia"&gt;https://pt.wikipedia.org/wiki/Donos_da_M%C3%ADdia&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Na primeira versão dessa postagem, falei &lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;"Saravá outros pesquisadores, entidades ou articulações entre ambos se animam em manter um observatório da concentração midiática no Brasil com dados atualizados..." &lt;/span&gt;, na verdade lendo o relatório Direito à Comunicação no Brasil 2017, produzido pelo coletivo Intervozes, descobri que existe uma iniciativa chamada &lt;strong&gt;Média Ownership Monitor Brazil - Monitoramento da Propriedade de Mídia no Brasil ou MOM-Brazil&lt;/strong&gt;, também com colaboração do Inter Vozes (&lt;a href="http://brazil.mom-rsf.org"&gt;aqui&lt;/a&gt;),&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Inclusive em uma das páginas informativas, com título bem contextualizado,&lt;strong&gt; A hegemonia da concentração sem limites&lt;/strong&gt;, é escancarado o poder midiatico da Globo.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;img id="image5447" src="http://brazil.mom-rsf.org/fileadmin/_processed_/c/8/csm_Info_Grupo_Globo2-01_512cf378bc.png" alt="" width="653" height="607"&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;FONTE: MOM-Brazil (&lt;a href="http://brazil.mom-rsf.org/br/destaques/concentracao/"&gt;aqui&lt;/a&gt;)&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Vamos pensar sobre qual o problema da concentração midiática. Tem problema é? Tem sim! Vários!!!!!&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Quanto mais concentrado, menor a diversidade de opniões. Por isso cabe ao estado regular. Se você ainda é daqueles que confunde regulação com censura, que isso é invenção dos esquerdistas do Brasil, leia a publicação no blog da Boi Tempo sobre o tema (&lt;a href="https://blogdaboitempo.com.br/2013/07/17/por-que-a-concentracao-monopolica-da-midia-e-a-negacao-do-pluralismo/"&gt;aqui&lt;/a&gt;) e se informe. É melhor do que sair por ai dizendo coisas do tipo "a regulação ameaça a liberdade da imprensa, veja  caso da Venezuela! Chaves acabou com a imprensa de lá"(1)&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Se você não gosta de ler ou melhor prefer assitir (nem imagino como chegou até essa frase) tenho uma outra opção: o documentário Júlio Quer Saber (&lt;a href="https://www.youtube.com/watch?time_continue=153&amp;amp;v=PaDI0gzTECs"&gt;aqui&lt;/a&gt;), realizado pelo Intervozes em parceria com Pedro Ekmand da Molotov Filmes. A narrativa parte da pergunta 'Se em boa parte dos países democráticos a mídia é regulada para a garantia de direitos, por que no Brasil não pode?" para contar a trajetória do personagem Júlio vai em busca de informações sobre a “Lei de Meios” na Argentina, que reduziu drasticamente o poder do grupo Clarin (tipo a rede Globo deles).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Para aqueles que entendem melhor em outras linguagems, tem ainda o cordel - A Peleja Comunicacional de Don Marco Regulatório e Conceição Pública na terra sem lei dos coronéis eletrônicos - 7:00 (&lt;a href="https://www.youtube.com/watch?v=R0posC8ZAfc"&gt;aqui&lt;/a&gt;).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Quer dizer que com mais fiscalização do conteúdo vários grupos poderia perder a consessão? Isso! Mas dai quem vai produzir a novela, transmitir o jogo de futebol ou qualquer outra coisa para ocupar seus olhos? Ninguém tem interesse em produzir ou pior, que só vai ter porcaria na TV! Pera ai, será?&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Indico um vídeo bem bacana sobre o assunto feito em 2015 pelo Conselho Regional de Psicologia de SP - Diversidade: Democratização da Mídia - 1:07:00 (&lt;a href="https://www.youtube.com/watch?v=fD3g5ck72uw"&gt;aqui&lt;/a&gt;). Lá por volta do minuto 40, mostra a experiência da agência de jornalismo É Nóis (&lt;a href="https://enoisconteudo.com.br/"&gt;aqui&lt;/a&gt;), e um jovem (Tiago Luan) que estuda num projeto de formação de jornalistas, diz assim: "...se o jornalismo fosse mais local, a gente falasse de coisas mais próximas da gente, seria possível abordar mais temas do que só aqueles que estão em destaque na mídia...". Isso é diversidade e pluralidade, palavras chave!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sacou?! Ou quer que desenhe!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Paa aquelas e aqueles que já sacaram isso, tenho visto muita gente que adotou a estratégia de desligar a TV. A questão é que sair da TV e ver o mundo pelas lentes das redes sociais, não se mostra a solução.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img title="" src="http://www.sermelhor.com/images/artigos/pawelkuczynky/pawel-kuczynky-38.jpg" alt=""&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ilustração de Pawel Kuczynski (&lt;a href="http://www.laparola.com.br/a-critica-social-sarcastica-de-pawel-kuczynski"&gt;aqui&lt;/a&gt;)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;____________________&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Notas de Fim de Página&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; (1) - Para maiores informações sobre a situação leia o artigo publicado na Revista da PUC SP - Há liberdade  de imprensa na Venezuela? (&lt;a href="https://revistas.pucsp.br/index.php/aurora/article/viewFile/6341/4649"&gt;aqui&lt;/a&gt;) &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description><pubDate>Wed, 11 Apr 2018 01:41:36 +0000</pubDate><link>http://cirandas.org/caio.formiga/blog/concentracao-da-midia-no-brasil</link><guid>http://cirandas.org/caio.formiga/blog/concentracao-da-midia-no-brasil</guid></item><item><title>Qual linguagem de programação usar para aprender algoritmos e programação orientada a objetos?</title><description>&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Tenho me debruçado sobre os desafios do processo de aprendizagem de linguagem de programação à cerca de alguns meses, quando estive como professor desse temática na &lt;a href="http://www.ufsb.edu.br"&gt;Universidade Federal do Sul da Bahia&lt;/a&gt;. Durante as vivências que desenvolvi com estudantes no período, ficou evidente que o uso da linguagem C era repleto desafios, como: detalhes sobre alocação de memória, tipificação de dado estática com diversos tipos númericos (int, float, double, long) alem de suas variações de tamanho (long e short) e, por fim, mas não menos complexo, a sintaxe C, que não é tão intuítiva. Apesar dos detalhes de baixo nível que a linguagem C necessita serem essenciais para um conhecimento aprofundado do tema, tornam-se barreiras estruturantes para estudantes que estão iniciando seus estudos sobre essa temática.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Em virtude desses desafios tenho pensado em usar outras abordagens. Nessa busca, observo que linguagem Python pode apresentar alguns caminhos! Alguns motivos me apoiam nessa decisão são: a linguagem de programação possui uma comunidade ativia de solicita; abordagem simples e efetiva para a programação orientada a objetos; sintaxe elegante e tipagem dinâmica; ideal para o desenvolvimento rápido de aplicações em diversas áreas.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O objetivo dessa escolha por Python deve-se ainda a sua caracteristica multiparadigma, que permite iniciar com conceitos básicos da programação estruturada (sequência, decisão e repetição), úteis para escrita de algoritmos, e depois abordar os fundamentos da programação orientada a objetos, afim de utilizar suas vantagens: baixo acoplamento e alto reuso. Essa decisão assume que nenhum paradigma é capaz de resolver todos os problemas da maneira mais elegante ou eficiente.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Poderia ter optado por outras linguagens como  C++ ou Ruby, mas observando as tendências do desenvolvimento de software, escolhi Python. De acordo com o blog CodeEval, em sua pesquisa "&lt;strong&gt;as mais populares linguagens de programação&lt;/strong&gt;", que analisa mais de 600 mil testes de codificação enviado por mais de 2 mil empresas, Python é a linguagem mais utilizada pelo 5º ano seguido.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;img src="https://static1.squarespace.com/static/51361f2fe4b0f24e710af7ae/t/56b1187d4c2f85efc5598bb1/1454446752995/?format=750w" alt=""&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sugiro que aquelas e aqueles que estiverem começando a aventurar-se pelo incrível mundo da programação, dediquem algum tempo para aprender essa linguagem. Para ajudá-los segue alguns links que organizei recentemente:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;Instalando Python no Windows (&lt;span style="color: #0000ff;"&gt;&lt;a href="http://python.org.br/instalacao-windows"&gt;&lt;span style="color: #6600ff;"&gt;&lt;strong&gt;link&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;) e no Linux (&lt;span style="color: #0000ff;"&gt;&lt;a href="http://python.org.br/instalacao-linux"&gt;&lt;span style="color: #6600ff;"&gt;&lt;strong&gt;link&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="western" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;Lista de IDE para programar em Python? (&lt;span style="color: #0000ff;"&gt;&lt;a href="https://wiki.python.org.br/IdesPython"&gt;&lt;span style="color: #6600ff;"&gt;&lt;strong&gt;link&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;) e quais as mais usada (&lt;span style="color: #0000ff;"&gt;&lt;a href="https://wiki.python.org.br/CopiaLocalIDES2012"&gt;&lt;span style="color: #6600ff;"&gt;&lt;strong&gt;link&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="western" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;Qpython 3 IDE para usar Python no Android (&lt;span style="color: #0000ff;"&gt;&lt;a href="https://play.google.com/store/apps/details?id=org.qpython.qpy3&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;span style="color: #6600ff;"&gt;&lt;strong&gt;link&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="western" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;Versão comunitária do Pycharm (&lt;span style="color: #0000ff;"&gt;&lt;a href="https://www.jetbrains.com/pycharm/download/"&gt;&lt;span style="color: #6600ff;"&gt;&lt;strong&gt;link&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="western" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;Tutorial Python (&lt;span style="color: #0000ff;"&gt;&lt;a href="http://turing.com.br/pydoc/2.7/tutorial/index.html"&gt;&lt;span style="color: #6600ff;"&gt;&lt;strong&gt;link&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;Mini-curso introdutório de Python desenvolvido pela Code Academy – em português (&lt;span style="color: #0000ff;"&gt;&lt;a href="https://www.codecademy.com/pt-BR/courses/python-advanced-pt-BR/0/1?curriculum_id=53594ed4fed2a85327000001"&gt;&lt;span style="color: #6600ff;"&gt;&lt;strong&gt;link&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;Aprendendo a Programar com Python - Luis Felipe de Araujo Zeni – em português (&lt;span style="color: #0000ff;"&gt;&lt;a href="http://luiszeni.com.br/python_classes/"&gt;&lt;span style="color: #6600ff;"&gt;&lt;strong&gt;link&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;Curso introdutório de Python desenvolvido pela Google para seus funcionários - em inglês (&lt;span style="color: #0000ff;"&gt;&lt;a href="https://developers.google.com/edu/python/introduction"&gt;&lt;span style="color: #6600ff;"&gt;&lt;strong&gt;link&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Sat, 02 Dec 2017 16:07:40 +0000</pubDate><link>http://cirandas.org/caio.formiga/blog/qual-linguagem-de-programacao-usar-para-aprender-algoritmos-e-programacao-orientada-a-objetos</link><guid>http://cirandas.org/caio.formiga/blog/qual-linguagem-de-programacao-usar-para-aprender-algoritmos-e-programacao-orientada-a-objetos</guid></item><item><title>Sistema de Numeração Binários e Computadores Digitais</title><description>&lt;p&gt;No início do desenvolvimento dos primeiros computadores, quando estes ainda eram apenas máquinas capazes de realizar vários cálculos e de armazenar os resultados em alguns poucos meios físicos (cartão perfurado), era utilizado o sisema de números decimais. Naquela época, 1940-1960, toda a passagem de informações entre as partes do computador (valvulas e transistores) era feita eletrônicamente, por cargas eletríca, sendo necessário medições constantes para verificar que valor estava sendo transmitido. O problema de trabalhar com decimais é que cada algarismo armazenado possui 10 estados possíveis, representando os números de 0 a 9, o que torna a quantidade de erros muito frequentes. Bastava que uma válvula estivesse fora da temperatura ideal para que os resultados das operações começassem a sair errado. Von Neumann recomendou em sua arquitetura que os dados e instruções fossem agora armazenados em binário, facilitando a análise dos mesmos e reduzindo a quantidade de erros. &lt;a href="http://producao.virtual.ufpb.br/books/edusantana/introducao-a-arquitetura-de-computadores-livro/livro/livro.chunked/ch01s08.html" target="_blank"&gt;(1)&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="http://tecnoblog.net/wp-content/uploads/2011/02/785px-Eniac-580x443.jpg" alt=""&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que mudou com o sistema bińario?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Antes de aprofundar esse tópico, é preciso entender o que um sistema de numerações representa. (Pesquise sobre o assunto um pouco e retorne aqui)....por exemplo o sistema de números romanos é diferente do binário, mas ambos tem o mesmo objetivo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Agora que você já conhece alguns sistemas de númeração, com o sistema binário, as informações analógicas como a medida de calor de uma válvula que a variação superficial era representada pelas casas decimais (19,2ºC, 19,21ºC, 19,22ºC,19,23ºC,19,24ºC...19,3ºC), tendo uma representação contínua, passa a representado de forma discreta, que pode considerar essas pequenas variações ou não, dependendo da necessidade de precisão.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O sinal analógico pode ser representado graficamente por uma curva, admitindo o sistema númeração decimal, que possibilita diversas combinações possíveis para cada momento da informação. Obseve as figuras (01 e 02) a baixo, que mostram uma curva, sendo possível observar que numa fração de tempo (uma ondulação) o valor muda entre o mínimo e o máximo de forma continua.&lt;/p&gt;
&lt;table style="height: 116px;" width="660"&gt;

&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;
&lt;p&gt;&lt;img 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alt="" width="230" height="61" name="Figura2" align="left" border="0" hspace="12"&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Figura 1: Exemplo de um esboço gráfico de um sinal analógico. &lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="data:image/png;base64,iVBORw0KGgoAAAANSUhEUgAAAEEAAABjCAIAAABL8fovAAAACXBIWXMAAA7DAAAOxAGILj6jAAAG20lEQVR4nO2cW0hUWxjH157ZZXbVY6Ev2t0ewlALhECErnQn6KGb3UjUHqy8VHYx1OxiSllOWBAVhfSg2UMpGYpyRAs1FYReosAHS2PEHoxDjHuf/+wFc+aox5m1Zu2Lh/4PM984e3/7+7nWt9b61p4ZWVVVMsUl0ydvEkmSTAqGU24GbwDYU5HhX31pygFAsqIqErF5Xk9JBoSsSqMSsePJ7GA4BQYb0sH9758KCG1tbR572bJlCxYsIFo+SDaiEDJK3BB288LzoZqamuLi4nfv3nn+EhUVlZCQcO/ePdkdOTJCtRObRRvi5cuXpaWlLS0t9CXNWIyffZrev3/vHpcU1SXZZGsSFBUVXbx4kdqbN28+ffr00qVLYf/69Qst8OjRI2C4+5Jkt2kjrOUoCgsL8/LyYGzcuDErKwsM3u+Wl5dnZGSUlZW55zjJkmlQUFBw+fJlGFu3bn3x4kVQUND4Y6Kjox0Oh2x4bH7JA7Bt27aqqqoJATyyIkNPTw8F2L59u08AYkGGL1++7N69G8aiRYuqq6unT5/u8xTLMSCJgRESEnL//n1/AIjVGDCMPnv2DAb60qZNm/w8y0IMHR0dt2/fhpGcnJyenu7/iVZhcLlcaWlpIyMj4eHhmLx85rG3rMKANOjs7ITx9OnT2bNnM51rCYbBwcE7d+7ASElJwZTMerr5DIqinDhxAr0oNDT02rVrHB7MZ2hoaMA8AOPMmTNhYWEcHkxm+PHjx6VLl2AkJSWdO3eOz4nJDCUlJSgAYOTm5nI7MZPh+/fvDx48gIGqYMy6mklmMmAuw4iEVEYmBOLHNIampqb6+noYx44di4iICMSVaQxXr15FTRwXFxdIJlCZw9DY2Pj27VsY+fn5fOOpt8xhuH79Oh7XrFmzZcuWwL2ZwHDz5k3aCJgZZFlAAEYzOJ1OMMCIj48X0gjEeAZMCJgW5syZc/fu3WnTpgnxaSjD0NBQWVkZjCNHjqxdu1aUW0MZKioqBgYG5s2bl52dLdAtKwP/duDw8DD6D4xDhw5FRUXxOZlQrAz8+5kOh+Pbt29z587NycnhdjKhDOpLWGOjSoZx+PDhyMhIsc4ZGAK53Yhe1N/fj+FIbCZQMbUDJ0BfXx9thKNHj4rNBCoGBu67jenp6V+/fp01a1ZmZiani0mlez60tLTU1tbCOH78+MKFC/W4hO4MdKsiODj45MmTOl1CX4bW1lbaCOhOixcv1ukq+jJcuXKFaMs7VDz6XUVHhra2trq6OqJtHDHtn7JKR4aCggI8rl69es+ePfpdhejHgEagJf/Zs2ftdn3vWerFUFhYqCgKMkHvRiA6MWA4oo2Qm5vLtzzRPkLi78G6MBQVFY2OjsbGxtK7g1xiWOSLZ8DE/ObNG6LdXOPOBKbWE8+AiZk2wq5du4Q7n1CCGbA+pXMCGiGAfRe2alEkA0p+zAkoM9AIO3bsCMAT2zAgkuHx48co+WFcuHDBz9vjQiSMobe398aNGzBWrVplWCZQCWM4f/784ODgzJkzy8vLRW1++SkxDB8+fPCssRMTE4X49F9iGJDKGE9jYmJKSkqEOGSSAIaurq7Xr18TbY0duDcOBcrw8+fPnJwcl8u1cuXKvXv3ComJVYEyPHz4sKGhgWg5LeRmAocCuurIyAj9tI4xa+z/UkAMDofj8+fP+PdXVlYaOamNET9Dd3c3ajQY+/fvX7FihbiQmMXPQGfl5cuXFxcXi4uHR5wMWBo9f/6caOVyeHi40JCYxcOA6QyVGtE+wrxv3z7RITGLhyEvL+/Tp09YFN26dQsLJOExsYqZAbMyzYTk5GTMazqExCxmhgMHDqAvRUZGVlRU6BEQhxgYEHpGRsbHjx+JltMGL7AnEQNDTU0NvZ2Tmpq6bt063UJilr8Mra2taWlpMNavXz95Lxpw/jU/dIbdNskhguUXg6Iop06dcjqdERERPiuE+X/MsBv7jRbfDABAHre3t8N+8uRJbGzs5McbDEB8MgDg4MGDdEpGnbBhwwZDomKTDwa0gGdNQT84ZUHJyFH09fFbWq9evUJtQOsbFJkWBFCJoqqjNkmWGzUlJiZmZWXRry4id0tLS5ubm+mhAKATs+Wk2tDXVZsqJyUlIdw/NY05BmDZ2dk7d+40JUKfkogiSXY8y01NTfn5+c2aPG8j+szMTMtGr0klkuJuCjAQ7cs3eERV6Xl/yZIlpsXmj1Q3AYJXJUCo/4xLVo/bSyr97r17hx9preqym2LYjxKgGTA6mf8dDlaN+TENm2QTz6D3D3aMa2RJPMOEvYheWEgf8/ZAbYP6Er2YkCQZ72Tq5cN4/Wawhn4zWEO/Gayh/wPD34JocGJ/X8c8AAAAAElFTkSuQmCC" alt="" width="45" height="69" name="Imagem 3" align="bottom" border="0" hspace="1" vspace="1"&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Figura 2: Uma ondulação&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;

&lt;/table&gt;
&lt;p&gt;&lt;br&gt; Já no caso de uma representação discreta, com sistema binário, apenas dois valores são possíveis, 0 ou 1, logo diminiu a chance de erro para interpretar que valor uma determinada variável assume em cada momento. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;table style="height: 138px;" width="588"&gt;

&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;
&lt;p style="text-align: left;" align="center"&gt;&lt;img style="float: left;" src="data:image/png;base64,iVBORw0KGgoAAAANSUhEUgAAAeoAAACgCAIAAABMu7jTAAAACXBIWXMAAA7DAAAOxQGRNQ/iAAACrElEQVR4nO3cQWrEMBQFQQnm/ldWdoGZkEAyBv8OVUuvxFs0xgI/zjkLgJrH3QcA4C/kGyBJvgGS5BsgSb4BkuQbIEm+AZLkGyBJvgGS5BsgSb4Bkkbne+999xF+Z+YPZHIzrpFL5mYcuOEKzrimLrmG5xuA78g3QJJ8AyTJN0BSKd8DLxDcw1wlt+TAGXMbrpEzrs6SpXwD8Em+AZLkGyBJvgGS5BsgSb4BkuQbIEm+AZLkGyBJvgGS5BsgSb4BkuQbIEm+AZLkGyBJvgGS5BsgSb4BkuQbIEm+AZLkGyBJvgGS5BsgSb4BkuQbIEm+AZLkGyBJvgGS5BsgSb4BkuQbIEm+AZLkGyBJvgGS5BsgSb4BkuQbIEm+AZLkGyBJvgGS5BsgSb4BkuQbIEm+AZLkGyBJvgGS5BsgSb4BkuQbIEm+AZLkGyBJvgGS5BsgSb4BkuQbIEm+AZLkGyBJvgGS5BsgSb4BkuQbIEm+AZLkGyBJvgGS5BsgSb4BkuQbIEm+AZLkGyBJvgGS5BsgSb4BkuQbIEm+AZLkGyBJvgGS5BsgSb4BkuQbIEm+AZLkGyBJvgGS5BsgSb4BkuQbIEm+AZLkGyBJvgGS5BsgSb4BkuQbIEm+AZLkGyBJvgGS5BsgSb4BkuQbIEm+AZLkGyBJvgGS5BsgSb4BkuQbIEm+AZLkGyBJvgGS5BsgSb4BkuQbIEm+AZLkGyBJvgGS5BsgSb4BkuQbIEm+AZLkGyBJvgGS5BsgSb4BkuQbIEm+AZLkGyBJvgGS5BsgSb4BkuQbIEm+AZKe8r33vusc/4MBr2LJ99nwKkOWPOe8PPH2DZAk3wBJ8g2QJN8ASU/5/vppnJ9Z7CqWfJ8Nr1JZ0ts3QJJ8AyTJN0CSfAMkyTdAknwDJMk3QJJ8AyR9ABusL3sYG9bJAAAAAElFTkSuQmCC" alt="" width="273" height="56" name="Imagem 5" align="bottom" border="0" hspace="1" vspace="1"&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;
&lt;p align="center"&gt;&lt;img style="float: left;" src="data:image/png;base64,iVBORw0KGgoAAAANSUhEUgAAAD4AAABkCAIAAABRthSCAAAACXBIWXMAAA7EAAAOwwHaapjcAAABEUlEQVR4nO3UMWqFQBhF4SjTiJ2ge3ALli7Jwm3YWrkb92IrVipiAulShJA3eHhwvs7meoqfCfd9f7ynQAf8n+kE03+173vf9+u6xp19Iv08z3Ecj+OIO/tEepIkRVEsy/L9mWVZCBH+C9z6NE1t276+A6SXZVlV1es7QPrX6UfZ8XEkmE4wnWA6wXSC6QTTCaYTTCeYTjCdYDrBdILpBNMJphNMJ5hOMJ1gOsF0gukE0wmmE0wnmE4wnWA6wXSC6QTTCaYTnkjP8zxN0+izYRiG6KM/HMexbVv02dB1XfTRZwC3fl1XlJ0wz3OUob+r6zrKTmiaJsrQ83wcCaYTTCeYTjCdYDrBdILpBNMJb5z+CTW5K98F1NDXAAAAAElFTkSuQmCC" alt="" width="52" height="84" name="Imagem 4" align="bottom" border="0"&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: left;" align="center"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: left;" align="center"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;

&lt;/table&gt;
&lt;p&gt;Uma vez que as infomações tiveram sua base de representação modificadas o armazenamento e transmissão também mudou.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Costuma-se dizer, erroneamente, que a digitalização transformamos a informáção analógica em digital, quando na verdade a representação digital é uma nova representação, que não altera a análógica e, em falando de transmissão pode ser necessário enviar sinais digitais via meios analógicos, como o caso das rádio FM que usam um computador para tocar as músicas no estúdio, mas a antena de transmissão emite onda para os aparelhos da redondeza. (2)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na maioria das situações, a ideia de digitalizar também está associada a comprimir, visto que ao representar um certo fenomeno através de números binários, informações discretas, ignora-se alguns valores, ou seja, reduz o "conteúdo" original.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;Referências:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;1 - &lt;a href="http://producao.virtual.ufpb.br/books/edusantana/introducao-a-arquitetura-de-computadores-livro/livro/livro.chunked/ch01s08.html"&gt;http://producao.virtual.ufpb.br/books/edusantana/introducao-a-arquitetura-de-computadores-livro/livro/livro.chunked/ch01s08.html&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;2 - &lt;a href="http://www2.ufba.br/~romildo/downloads/ifba/transmissao-digital-analogica.pdf"&gt;http://www2.ufba.br/~romildo/downloads/ifba/transmissao-digital-analogica.pdf&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description><pubDate>Sat, 02 Dec 2017 15:19:44 +0000</pubDate><link>http://cirandas.org/caio.formiga/blog/sistema-de-numeracao-binarios-e-computadores-digitais</link><guid>http://cirandas.org/caio.formiga/blog/sistema-de-numeracao-binarios-e-computadores-digitais</guid></item><item><title>Cibercultura</title><description>&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;img height="318" style="margin-top: 39px;" src="http://www.gorilapolar.com.br/wp-content/uploads/2011/01/info2.gif" alt="" width="437" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Nas décadas de 70 e 80 grande parte da população mundial começa a ter acesso aos equipamentos e dispositivos como walkman, vídeo-cassete, controle remoto, que, ao invadirem nossas casas, o local de trabalho, nosso cotidiano, proporcionaram o enraizamento de uma prática de disponibilidade. Santaella (2007) caracteriza esse período como um momento de transição entre a cultura de massas e a cibercultura, processo que a autora categoriza como cultura das mídias. Lemos e Levy (2011) não observam a transição da cultura de massas para a cibercultura como uma cultura distinta, para estes autores foi entre a decáda de 70 e 80 que se deu o início da cibercultura.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Tanto Santaella, como Lemos e Levy compreendem a cibercultura como o contemporaneo. Não estaria no futuro, no devir, mas nosso cotidiano, no hoje.  Em constante uso de tablets, smartphones, home banking, cartões inteligentes, celulares, palms, pages, voto eletrônico, imposto de renda via rede, entre outros dispositivos e artefatos que alteraram as formas sociais previamente existentes. A cibercultura é a forma sociocultural que emerge da sinergia entre a sociabilidade pós-moderna, a evolução da cultura técnica moderna, as tecnologias de base micro-informática e a convergencia das telecomunicações nas redes telemáticas mundiais. A cibercultra é a fotografia do complexo arranjo social que entrelaça informática, comunicação e cultura. (LEMOS, 2003) Juntamente com a cibercultura, emerge o paradigma informacional, cujo o fundamento é o “domínio cientifico da natureza não apenas para transformá-la material e energeticamente, mas para traduzi-la em dados binários, em informação”. (LEMOS; LEVY, 2011, p.22) &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Lemos e Levy observam três princípios na cibercultura. O primeiro, a liberação da palavra, “que se dá com o surgimento de funções comunicativas pós-massivas que permitem a qualquer pessoa...consumir, produzir e distribuir informação”. (LEMOS; LEVY, 2011, p. 25) A conexão e a conversação mundial, ou inteligência coletiva mundial, o segundo, “a circulação da palavra em redes abertas e mundiais criam uma interconexão planetária fomentando uma opinião pública ao mesmo tempo local e global”. (LEMOS; LEVY, 2011, p. 25) Por fim, a reconfiguração do sistema infocomunicacional, “aparecem dois sistemas em retroalimentação e conflito...o massivo e o pós-massivo”. (LEMOS; LEVY, 2011, p. 26)&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Este arranjo tecnosocial está definitivamente nos envolvendo, alguns pesquisadores como Amber Case afirmam que estamos nós tornando uma versão de Homo sapiens olhadores de tela e clicadores de botão, e provoca: será que essas máquinas vão nos conectar ou nos conquistar no final das contas? Assita a palestra dela no &lt;a href="http://cirandas.org/-%20http:/www.ted.com/talks/amber_case_we_are_all_cyborgs_now?language=pt-br"&gt;TED Woman em 2010&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; text-align: justify;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;__&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; text-align: justify;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;LEMOS, André. &lt;strong&gt;Alguns pontos para compreender a nossa época.&lt;/strong&gt; LEMOS, André; CUNHA, Paulo (Orgs). Olhares sobre a Cibercultura. Porto Alegre: Sulina, 2003, p. 11-23&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;LEMOS, André; LEVY, Pierre; &lt;strong&gt;O futuro da internet:&lt;/strong&gt; Em direção a uma ciberdemocracia planetária. São Paulo: Paulus. 2010. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;span style="color: #000000;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;SANTAELLA, Lucia; &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;Linguagens líquidas na era da m&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;obilidade. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span&gt;São Paulo: Paulus&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span&gt; 2007.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Definição de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cibercultura"&gt;Cibercultura&lt;/a&gt; na Wikipédia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 04 Sep 2014 07:18:17 +0000</pubDate><link>http://cirandas.org/caio.formiga/blog/cibercultura</link><guid>http://cirandas.org/caio.formiga/blog/cibercultura</guid></item><item><title>Onde estamos? Para onde caminhamos?</title><description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif; font-size: small;"&gt;Onde estamos?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif; font-size: small;"&gt;Quanto a Internet se popularizou, ainda na década de 90, os criadores e usuários ainda a utilizavam como o paradigma massivo, como o televisão e rádio onde palavras como consumidor, receptor e espectador definiam um dos lados da comunicação, ao passo que os grandes portais, redes de noticias transmitiam as informações de forma estática e sem qualquer tipo de interação, caracterizando o outro lado da comunicação. Esta é a definição da comunicação massiva, uma relação de um (polo emissor) para muitos (polos receptores). Naquela época, para se comunicar os usuários da Internet, receptores da comunicação massiva, tinham que recorrer a um e-mail ou ainda utilizar o telefone, não havia possibilidade de contestar, discutir ou interagir em tempo real. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif; font-size: small;"&gt;Com a mudança de paradigma, da comunicação massiva para a pós-massiva surgem novas necessidades. Uma serie de iteração levou os usuários a questionar esse paradigma centralizado de emissão e num rápido processo de desenvolvimento surge a segunda geração da WEB, focada em serviços online para “potencializar as formas de publicação, compartilhamento e organização de informações, além de ampliar os espaços para a interação entre os participantes do processo”. (PRIMO, 2007)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif; font-size: small;"&gt;Segundo &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tim_O%27Reilly"&gt;Tim O’Reilly&lt;/a&gt;, criador do termo:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;blockquote class="western" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;em&gt;“&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif;"&gt;Web 2.0 é o entendimento de que a rede (internet) é a plataforma. Sobre esta plataforma de rede as regras para negócios costumam ser diferentes e sua principal regra é: Usuários agregam valor! Entendendo como construir seus bancos de dados, eles ficam melhores quanto mais às pessoas o usam, é na verdade o segredo das origens de toda empresa 2.0“.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif; font-size: small;"&gt;Apesar da visão comercial, é importante destacar a valorização da participação dos usuários, apostando no uso, na interação para melhorar os serviços. Emerge um modelo informacional, e de negócios diga-se de passagem, onde a conexão de micro-redes interconectadas, cooperando intensivamente garante a melhoria dos serviços e ações.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif; font-size: small;"&gt;Cada vez mais o trabalho a distância se populariza. Eu mesmo faço parte de uma cooperativa de trabalho, EITA – Educação, Informação e Tecnologias para Autogestão (1), cujo as/os participantes estão localizados em estados diferentes (BA, RJ, RS, PE, MG, SP e PR), mas graças a ferramentas como pad (2), serviços de videoconferência, ferramentas de compartilhamento de arquivos e de gestão de projetos, podemos ter um ambiente de trabalho colaborativo sem residirmos nos mesmo local.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif; font-size: small;"&gt;A Web 2.0 refere-se então a um conjunto de novas estratégias mercadológicas e a processos de comunicação mediados pelo computador, com repercussões sociais importantes, que potencializam processos de trabalho coletivo, de troca afetiva, de produção e circulação de informações de construção social de conhecimento apoiada pela informática.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif; font-size: small;"&gt;Primo alerta, “Contudo, não se pode supor a auto-organização grupal como um processo mágico que faria sempre emergir a verdade a partir de vozes espontâneas, legítimas e interessadas na construção de algo que é de interesse de todos e para seu próprio bem.” há que se trabalhar em processos de gestão e construir relações de confiança entre os envolvidos, seja por meio de outras tecnologias ou por mediações entre os envolvidos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif; font-size: small;"&gt;Para onde caminhamos?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif; font-size: small;"&gt;Através do uso ontologias e taxonomias, a Web está se transformando, permitindo uma conexão não somente de pessoas para pessoas ou pessoas para comutadores, mas entre computadores e computadores.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif; font-size: small;"&gt;O conhecimento está sendo representado por definições, com anotações que atribuem significados de forma hierarquizada, o que permitiu o desenvolvimento de mecanismos de buscas semânticas, capazes de realizar inferências e análise em banco de dados, além de viabilizar o uso de agentes inteligentes para buscar informação na Web de forma muito mais rápida e efetiva.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif; font-size: small;"&gt;O gargalo desta tecnologia é a criação de ontologias/taxonomias e a anotação prévia de tudo de forma estruturada, o que faz um processo complexo e demorado, dai sua baixa popularidade em cenários menos “acadêmicos”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif; font-size: small;"&gt;Vamos a um exemplo: se todos os jogos de futebol da Copa de 2014 fosse anotados com uma ontologia formalizada do futebol. Seria possível desenvolver mecanismos de busca para selecionar apenas os gols de cabeça de um jogador, e visualizar os trechos, 2s antes e 2s depois, destes gols. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif; font-size: small;"&gt;Uma vez que pudêssemos realizar busca por contexto as ações de filtro seria facilitadas, evitando que conteúdo indesejado fosse encontrado. Cada camada, ou nível, de uma arquitetura de busca refinaria os resultados melhorando eficiência e eficacia para o nível subsequente. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif; font-size: small;"&gt;--&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;1 - A EITA atua como parceira das lutas de movimentos sociais do &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;campo popular através da construção de tecnologias livres da informação e metodologias participativas para seu uso e apropriação. O portal da Economia Solidária – Cirandas.net, é um dos trabalhos que a cooperativa desenvolve.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;2 -Um pad é um documento de texto aberto, não necessita de usuário ou senha para edição e visualização. Utilizamos uma versão do &lt;em&gt;etherpad&lt;/em&gt; que está disponível para quem tiver interesse em - pad.eita.org.br/&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Fri, 07 Feb 2014 15:53:40 +0000</pubDate><link>http://cirandas.org/caio.formiga/blog/onde-estamos-para-onde-caminhamos</link><guid>http://cirandas.org/caio.formiga/blog/onde-estamos-para-onde-caminhamos</guid></item><item><title>Letramento Digital e Letramento na Inclusão Digital</title><description>&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif;"&gt;Inspirado pelo preambulo da tese de doutorado 'Entre a Fronteira e a Periferia: linguagem e letramento na inclusão digital' de Marcelo Buzato, tentarei falar o que entendo sobre letramento digital. Antes preciso esclarecer que o sub-título do trabalho à cima me auxilia em minha argumentação, uma vez que linguagem e letramento &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif;"&gt;&lt;strong&gt;na&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif;"&gt; inclusão digital me conduz a pensar processos que permita aos envolvidos usarem os signos, a escrita, os textos em dispositivos digitais (computadores, celulares, tablets) para se comunicarem.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif;"&gt;A preposição na, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif;"&gt;ei espera ai! Eu me considero quase analfabeto, coisa que aquelas e aqueles que acompanham as postagens neste blogs já perceberam, e sinceramente espero que mais alguém além dos colegas da disciplina leia minhas incertezas, continuando... , dai antes de sair falando tenho que 'googlar' qual a função da preposição &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif;"&gt;&lt;strong&gt;na&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif;"&gt; numa sentença.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif;"&gt;Foi no &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif;"&gt;Yahoo Respostas &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif;"&gt;(1) &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif;"&gt;mas não &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif;"&gt;achei o que precisava.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif;"&gt; Que nome adequado, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif;"&gt;mas dessa vez não deu. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif;"&gt;Usei então a &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif;"&gt;Wikipédia&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif;"&gt;, que “&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif;"&gt;&lt;strong&gt;preposição&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif;"&gt; é uma palavra invariável que liga dois elementos da oração”, assim temos que pensar no letramento na inclusão digital como algo diferente de letramento digital. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif;"&gt;Assim posso afirmar que letramento digital é outra coisa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif;"&gt;O que seria então letramento digital? Busquei o trabalho de Verônica Araújo e Raquel Glotz em titulado 'O Letramento digital enquanto instrumento de inclusão social e democratização do conhecimento: desafios atuais.' Ela trata de letramento como mecanismos de inclusão na Sociedade da Informação, mas não apenas ensinar o uso da informática, mas também melhorar as condições de vida a partir do uso dos computadores.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif;"&gt;Penso alto: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif;"&gt;Sabemos que a questão do analfabetismo funcional representa um grande problema numa cultura que, desde à Grécia, vem usando signos para comunicar&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif;"&gt;-se&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif;"&gt;Aprender as letras de fato é uma possibilidade de melhorar as condições de vida, isso seria alfabetizaçã&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif;"&gt;o né? Sem ela não estaria aqui expressando o meu entendimento, ou falta de, sobre o assunto. Porém ainda assim não seu o que é letramento.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif;"&gt;Letramento, segundo &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif;"&gt;Soares &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif;"&gt;(2002, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif;"&gt;p. 145&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif;"&gt;), “&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif;"&gt;o estado ou condição de quem exerce as práticas sociais de leitura e de escrita, de quem participa de eventos em que a escrita é parte integrante da interação entre pessoas e do processo de interpretação dessa interação.” &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif;"&gt;A &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif;"&gt;autora busca uma &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif;"&gt;compreensão &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif;"&gt;mais ampla do conceito &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif;"&gt;letramento, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif;"&gt;que surge no contexto de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif;"&gt;uma cultura do papel, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif;"&gt;ao mesmo tempo que &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif;"&gt;já vêm &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif;"&gt;adquirindo novos contornos na medida que nos damos conta de como &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif;"&gt;cibercultura &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif;"&gt;muda nosso cotidiano. (SOARES, 2002, p 144).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif;"&gt;Então, tensionando as ideias de Magda Soares, Verônica Araújo e Raquel Glotz (3), posso dizer que letramento é a a interpretação que pessoas fazem do processo de comunicação que integram, a partir de uma interação com outras pessoas ou consigo mesmo, numa busca por melhorar seu cotidiano. Então letramento é política!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif;"&gt;Agora digital! Não sei bem, mas talvez &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif;"&gt;Levy ajude, talvez não. Letramento digital é um conjunto de técnicas, práticas, atividades, formas de pensamento e valores que se desenvolvem juntamente com o crescimento do ciberespaço que possibilitam os indivíduos acessar, interagir, processar e desenvolver multiplicidade de competências na leitura e escrita das mais variadas mídias, através da mediação dos computadores ou outros dispositivos eletrônicos da tecnologia da informação e da comunicação. (LEVY, 1999, p.17).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif;"&gt;Ele continua que é difícil o individuo emergir na cibercultura se não possui o domínio do código de escrita e leitura de seu próprio idioma. Acrescento que, até que existem processos automáticos e confiáveis de tradução, ainda vamos continuar precisando também do inglês, idioma universal de grande parte dos textos na Internet.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif;"&gt;Levy contribui para pensar o letramento digital enquanto um processo de criticidade dos usos que fazemos das TICs, seja em prol de objetivos pessoais, enquanto membros ativos de uma sociedade mais tecnologizada, seja em cooperação com nossos pares.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif;"&gt;Ainda assim não me sinto seguro, sei que letramento digital tem algo mais. Quando penso em leitura e escrita de mídias, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif;"&gt;cabe &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif;"&gt;audio, foto, vídeo e código. Sim código fonte. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif;"&gt;Os softwares podem ser entendidos como um conjunto de abstrações, organização lógica de uma ideia, um projeto, um conhecimento, que usa de uma linguagem (signos e sintaxe). Um programador que conheça essa linguagem pode usar um suporte computacional para transformar sua ideia em uma algoritmo, que uma fez executável segue os passos lógicos para realização de um conhecimento.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif;"&gt;Pode ser que o letramento digital perpasse pelas muitas possibilidades que a cultura digital oferece, como apropriação da linguagem de programação, não uso domínio, pois pode induzir a pensar que tenhamos que ser programadores, mas sim entender os desafios do percurso entre ideias, linguagem, linguagem de programação, binária e eletrônica. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;–&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif;"&gt;1 - Um portal que as pessoas fazem perguntas dos mais variados tipos e recebem respostas diversas, que podem ser qualificadas, dizendo se serviu ou não para o que foi perguntado. No caso da preposição na – veja o link &amp;lt;&amp;lt;&lt;a href="http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20100816150828AArZY11"&gt;http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20100816150828AArZY11&lt;/a&gt;&amp;gt;&amp;gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif;"&gt;2 - Novas práticas de leitura e escrita: letramento na cibercultura' de Magda Soares,&lt;/span&gt; Educ. Soc., Campinas, vol. 23, n. 81, p. 143-160, dez. 2002&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Liberation Serif,serif;"&gt;3 - Aproveito para compartilhar um link com uma bibliografia disponível on-line sobre letramento digital veja o link &amp;lt;&amp;lt;&lt;a href="http://blog.midiaseducacao.com/2012/04/bibliografia-on-line-letramento-digital.html"&gt;http://blog.midiaseducacao.com/2012/04/bibliografia-on-line-letramento-digital.html&lt;/a&gt;&amp;gt;&amp;gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;4 - LÉVY, Pierre. As tecnologias da inteligência: o futuro do pensamento na era da informática. São Paulo. Editora 34. 2004&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Fri, 07 Feb 2014 12:53:00 +0000</pubDate><link>http://cirandas.org/caio.formiga/blog/letramento-digital-e-letramento-na-inclusao-digital</link><guid>http://cirandas.org/caio.formiga/blog/letramento-digital-e-letramento-na-inclusao-digital</guid></item><item><title>O que, para quem e como Educar?</title><description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Michel Serres um filosofo francês que caminhou por diversas áreas é o autor do livro A Polegarzinha onde analisa as mudanças ocorridas no último século, e o surgimento de Polegarzinhos e Polegarzinhas, jovens que pretendemos ensinar, a partir de estruturas que datam de época que eles não reconhecem mais: prédios, pátios, bibliotecas, salas de aulas, auditórios universitários, campus e os próprios saberes, estruturas que datam de uma época que os seres humanos eram diferentes.Diante destas transformações, sem dúvida é necessário inventar novidades inimagináveis. Nossas instituições tem o mesmo brilho das constelações que os atrônomos nos dizem ter morrido a muito tempo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nas civilizações classícas o saber tinha como suporte o corpo docente do erudito, que eram como bibliotecas vivas. Pouco a pocuo o saber foi objetivado, primeiro em rolos, velinos e pergaminhos, depois em livros de papel, suporte do impresso, e hoje o saber esta na Internet. Com a mudança de suporte muda a tecnologia de ensino-aprendizagem. Se a paideia surge para educar os cidadãos livres, com a Internet não há um único lugar para educar-se, pois o saber está disonível e distribuído por todos os espaços que nos deslocamos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sem que nos dessemos conta um novo ser humano nasceu. Não temos mais a mesma relação com o corpo, o mesmo modo de vida, não nos comunicamos mais da mesma forma, não tememos a mesma morte, inclusive o trabalho se transformou. Os alunos que emergem dessa (re)produção humana são diferentes. A grande maioria mora nas cidades, são mais sensíveis ao meio ambiente, habitam um mundo muito povoado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Junto com estas mudanças de lugar de tempo, de suporte e das pessoas, mudam também as funções cognitivas para assimilar tudo isso. Na verdade a mudança que necessitamos não afeta apenas o ensino, mas o trabalho, a saúde, o direito e a política, isto é conjunto de nossas instituições.&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 03 Feb 2014 22:26:09 +0000</pubDate><link>http://cirandas.org/caio.formiga/blog/o-que-para-quem-e-como-educar</link><guid>http://cirandas.org/caio.formiga/blog/o-que-para-quem-e-como-educar</guid></item><item><title>Incluir: quem? para que? como?</title><description>&lt;p&gt;A compreensão e problematização do termo inclusão digital é fundamental no contexto contemporâneo, uma vez que existem discursos que estão em conflito. O artigo, Inclusão Digital, Ambiguidades em Curso, (1) de Maria Helena Bonilla e Paulo Cezar Souza de Oliveira trata disso. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os tecnófobicos afirmam que cada vez mais os jovens tem se isolado em seus mudos e jogos virtuais, e que as mobilzações nas redes sociais vem esvaziando ações coletivas e grupos políticos. Tecnoútopicos pensam em distribuir o poder na mão das pessoas, conectando tudo a rede de computadores numa convergência digital planetária, o que aumentaria a autonomia dos indivíduos e das sociedades. Realistas, indicam que as tecnologias são ambíguas e incapazes de mudar as mentalidades. Todas essas visões acabam por perceber o desenvolvimento da tecnologia numa caminhada particular, que é capaz de exercer efeitos sobre o mundo social de forma autônoma, auto-derminada, exógena a questões culturais e políticas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um dos falsos consenso sobre as tecnologias na contemporaneidade, é o senso comum quanto a necessidade de inclusão digital na nossa sociedade. Há uma inundação de informações, para usar os termos de Noam Chomsky, sobre o assunto. A ideia que a mídia propaga é que inclusão digital é dar acesso domiciliar ou comunitário (telecentros, escolas e pontos de cultura) para às pessoas que vivem em situação de desigualdade social possam usar tablet, cameras, computadores, serviços do governo, jogos, compartilhamento de música e qualquer outra vantagem relacionada com as TIC.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não há como negar que o mundo hoje é traduzido em informação, dai um novo arranjo social emerge uma vez que diversas atividades humanas passaram a acontecer também na rede mundial de computadores – Internet. Por isso que estar desconectado da Internet é ter o direitos a comunicação amputado, tendo como consequência uma das formas mais danosas de marginalização em nossa economia e em nossa cultura. Outra premissa a se destacar é que há desigualdade de acesso a essas TIC. O Mapa da Inclusão Digital, realizado em 2010, pela Fundação Getúlio Vargas – FGV, mostra as diversas formas de acesso à tecnologia digital, sua qualidade, seu uso e seus retornos. Segundo este mapeamento, o nível de escolarização, a localização geográfica e a renda são os grandes determinantes no acesso à Internet. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme afirma Marcelo Buzato (2) no capitulo 2 de sua tese de doutorado, não há clareza no discurso transmitido a sociedade que, no caso das TIC, acesso não é um conceito binário, do tipo ter ou não ter. Essa divisão entre os que tem (incluídos) e os que não tem (excluídos), desconsidera as diferenças nas velocidades, no tempo disponível para o uso, no custo da conexão, a diversidade dos usos e sua relevância para a qualidade de vida da pessoa. Enfim nas consequências sociais, econômicas e culturais de distribuição igual do acesso. A partir deste prisma podemos pensar concretamente sobre incluir: quem? para que? Como?.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;***&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por exemplo o assentamento Terra Vista. Já falei um pouco da história deles em outros post, mas para quem ainda não conhece pode assistir o vídeo criado pela comunidade e que conta sua história no portal do MST (3), &lt;a href="http://www.mst.org.br/Confira-a-historia-do-Assentamento-Terra-Vista-contada-pelos-proprios-assentados"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img width="445" src="http://www.mst.org.br/sites/default/files/mst3_logo.jpg" alt="Início" height="112" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estes moradores de um assentamento de reforma agrária, vivem numa comunidade rural que se estivessem desconectada da Internet teria muito mais dificuldade de participar das ações de nossa sociedade do que aqueles que moram em áreas urbanas. Os motivos são diversos mas destaco o projeto de homogenização neoliberal em curso em toda América Latina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parte da marginalização destes sujeitos está na falta de reconhecimento de seu modo de vida, e uma constante ofensiva para homogenização das singularidades, da  diversidade.  Na medida que existem condições básicas de comunicação para além das mídias massivas, cujo a produção e difusão não segue controle/censura, as populações marginalizadas podem expressar sua visão de mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com acesso de qualidade a Internet, gratuita e pública, podem fazer como sugere Pierre Levy - liberar a palavra para veicular sua mensagem. Porém para isso só a internet não resolve. É preciso estar apropriado das tecnologias para serem capazes de produzir seus conteúdo voltados para os interesses de fortalecer e dar visibilidade a identidades diversas, locais e globais. Uma vez compartilhados, estes conteúdos ajudam na concepção de um mundo novo, diverso, plural e multireferenciado. E por isso a comunidade abraçou a ideia do &lt;a href="http://www.tabuleirodigital.org/"&gt;projeto Tabuleiros Digitais&lt;/a&gt;, que ruante o ano de 2012 realizou atividades de formação em comunicação comunitária, software livre e produção de conteúdo.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora em 2013 começará a fomentar a criação de um comitê gestor de tecnologias digitais e mobilização para cultura digital. Da mesma forma a participação na política é encorajada, pois se é no local que as questões globais se manifestam, a ação planetária dar-se-a pelo envolvimento de questões locais, práticas, como a gestão do serviço de internet de forma solidária e comunitária, como uma crítica ao modelo centralizado onde as empresas de telecomuniação e as oligarquias da comunicação são as únicas beneficiárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, a inclusão digital de populaões pode ser apenas uma outra ação de enquadramento dentro da política neoliberal mundial, de ter acesso a novos mercados, e de fazer de todos comsumidores. Pode também ser ação de resistência, atuando na contra-mão deste modelo de progresso homogenizante.Isso é exatamente o que os organizadores desta politica neoliberal não querem, e é exatamente por isso que a comunidade do Assentamento Terra Vista quer, pois compreendem seu papel de movimento social como motor das transformações sociais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entretanto, diante dos desafios já postos pelo conjuntura da reforma agrária, cada vez pior, paralisada diante aos interesses do agronegócio, cabe a estes grupos marginalizados procurarem apoio, parcerias, alidados. &lt;a href="http://letras.mus.br/chico-buarque/45132/"&gt;E a nós? Cada um que descubra qual a parte que te cabe desse latifúndio. &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;----&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;1 - O texto é parte de um livro - Inclusão digital – polêmica contemporânea , uma coletânea de atigos organizada por Maria Helena Silveira Bonilla e Nelson De Luca Pretto, &lt;a href="https://blog.ufba.br/nlpretto/?p=2425"&gt;lançado em 2011&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;2 - Marcelo Buzato escreeu a tese, Entre a Fronteira e a Periferia: linguagem e letramento na inclusão digital, como parte do doutorado em Lingüística Aplicada na Pós-Graduação do Instituto de Estudos da Linguagem na Universidade&lt;br /&gt;Estadual de Campinas, e está disponível para consulta pública no repositório instucional da UNICAMP, &lt;a href="http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=vtls000415042"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;3 - O portal &lt;a href="http://www.mst.org.br/"&gt;www.mst.org.br&lt;/a&gt; é um canal de comunicação do movimento social MST, que faço questão destacar para difundir que existem mídias alternativas sendo construídas.&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 20 Jan 2014 14:56:30 +0000</pubDate><link>http://cirandas.org/caio.formiga/blog/incluir-quem-para-que-como</link><guid>http://cirandas.org/caio.formiga/blog/incluir-quem-para-que-como</guid></item><item><title>Gestão Solidária de bens comuns - terra, aguas, ar e software</title><description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Vivemos em um tempo de destruição metódica do coletivo, que de acordo com Pierre Bourdieu (1) é parte do processo neoliberal. A politica neoliberal atua globalmente no favorecimento e ruptura entre a economia e as realidades sociais&lt;span style="color: #000000;"&gt;. Em seu percurso destrói, deslegitima, inferioriza aquilo que é particular de cada realidade, na busca pela homogeneização, e par isso elimina todas as estruturas coletivas capazes de interpor obstáculo à mão reguladora do mercado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" width="430" height="270" src="http://blogs.diariodonordeste.com.br/blogdecinema/wp-content/uploads/2013/01/Cloud-Atlas-600x377.jpg" alt="homogenização" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Imagem do filme Cloud Atlas (no Brasil: A Viagem) (2)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Percebemos a investida neoliberal acontecendo em diferentes zonas - violação da soberania nacional, quando tropas internacionais ocupam o território de uma nação em busca de suas riquezas naturais; ou quando espalhasse o mito da meritocracia nos ambientes de trabalho, associando as remunerações em função de competências individuais, com a consequente atomização dos trabalhadores – e em todas elas há movimentos de resistência.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Considero resistência às iniciativas de oposição à lógica do livre mercado, da homogeneização e da privatização. Essas iniciativas são de diferentes intensidades (radicais-moderadas) e de formas distintas de participação (individual-coletiva). Destaco à seguir algumas ações de resistência ao neoliberalismo que considera ter caráter coletivo e radical.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As comunidades de fundo de pasto, que muitas vezes possuem relação de parentesco próximo, possuem uma forma de gestão compartilhada da terra que isolam as áreas de roça e permitem aos animais ficarem soltos em áreas sem cercas. Tal convivência só é possível pelas regras comuns que orientam o uso dos recursos naturais nas atividades produtivas das famílias. Esse modo de vida é apropriado ao Semiárido onde os recursos encontram-se escassos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Da mesma forma os pescadores, pescadoras, faxinais e caiçaras que fazem uso coletivo dos rios, dos mangues, das praias e do mar para reprodução social e simbólica dos seus modos de vida. Através do culto a seres naturais e sobrenaturais, o que configura bases indenitárias no território, e por isso suas lutas estão para além do recurso especifico e sim territorial. Em sua visão de mundo às águas são muito mais do que outra mercadoria, um bem de consumo que é canalizado de outros lugares para suas casas.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" class="western"&gt;E por que não falar das rádios livres? Considerando a Constituição Federal do Brasil como norma reguladora e que assegura direitos, ativistas da comunicação social (3) vem “plantando rádios” em comunidades rurais, quilombos, aldeias e outras áreas pouco afetadas pelas politicas de comunicação do Estado. A compreensão do ar enquanto um bem comum, e a ineficiência do Estado para regulamentar seu uso de forma igualitária e plural, faz com que eles não aceitam as legislações absurdas, nem os conchavos com representantes políticas.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" class="western"&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" width="475" height="475" src="http://www.forumpermanente.org/noticias/2012/indigenas-kiriri-montam-radio-na-aldeia/image_grande" alt="Radio Kiriri no setão da Bahia" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" class="western"&gt;Veja como isso aconteceu com os Kiriri - &lt;a href="https://www.youtube.com/watch?v=fC93Kkl45K0"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" class="western"&gt;Assim, instalando rádios, efetivam o direito a comunicação para as comunidades onde trabalham, trabalhos como este reforçam a ideia da comunicação enquanto um direito que deve ser exercido por todos como forma de garantir o acesso aos demais direitos, necessidades a uma vida social digna.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na mesma direção estão as iniciativas de gestão de software livre e as licenças copyleft. Diferente dos exemplos anteriores, o software é um bem imaterial desde sua origem. Apesar do baixo custo para reprodução dos cartões perfurados, o desenvolvimento de software alcançou possibilidades únicas com o surgimento da internet. Se antes a colaboração era uma tarefa árdua, agora passa a ser uma necessidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para explicar a grande quantidade de software livre sendo desenvolvida, alguns fatores merecem destaque:&lt;/p&gt;
&lt;ol&gt;
&lt;li&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" class="western"&gt;as TIC a gestão do trabalho colaborativo ficou mais ágil e fácil,&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" class="western"&gt;o modelo de desenvolvimento modularizado que separa o software em unidades de implementação integras e independentes,&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" class="western"&gt;a ação de resistência na forma de produção adotada pelas grandes empresas,&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;p&gt;Reduzir ao advento das redes telemáticas as mudanças alcançadas pelos Softtware Livre é desconsiderar o papel das pessoas enquanto sujeitos da história, e construtores do movimento por trás do conceito, além de reforçar uma ideia de tecnologia maniqueísta, neste caso a tecnologia foi boa pois ajudou as pessoas a colaborarem.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Graças a pessoas como Richard Stallman (4), cujo lema é “&lt;a href="http://www.gnu.org/philosophy/fsfs/rms-essays.pdf"&gt;software livre, sociedade livre&lt;/a&gt;”, as possibilidades de colaboração e o espírito de compartilhamento do software livre foi corporificado na licença GPL. A licença cria uma mecanismo legal, o copyleft, que garante a continuidade das contribuições coletivas e a obrigatoriedade de uma vez feita modificações num bem GPL, a distribuição deste precisa ser sobre a mesma licença.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Apesar da iniciativa das licenças copyleft serem ações em nível de contrato social sua radicalidade é tamanha que toda a indústria midiática passou a temer iniciativas que se apropriem do conceito de “vc é aquilo que compartilha” e tem travado brigas a favor do copyright, criando barreiras, ora legais ora tecnológicas, para restringir o uso de um bem imaterial, sobre a mitificação da propriedade privada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para um entendimento mais amplo do movimento de software livre, da cultura livre e da pirataria recorrer ao trabalho de Adriano Belisário e Bruno Tarin que organizaram uma coletânea de artigos, entrevistas e outros formatos de texto no livro &lt;a href="http://copyfight.in/arch/COPYFIGHT_web_Desconhecido%28a%29.pdf"&gt;Copyfight: Pirataria e Cultura Livre.&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://i0.wp.com/www.interrogacao.org/site/wp-content/uploads/2013/02/Copyfight-capa.jpeg" class="decoded" alt="http://i0.wp.com/www.interrogacao.org/site/wp-content/uploads/2013/02/Copyfight-capa.jpeg" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" class="western"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Andre Lemos (5), aponta que a ideia de copyleft sempre esteve presente nas interações culturais e não devemos pensar em barreira e sim em caminhos para que estas trocas se intensifiquem. Aqueles interessados no livre intercâmbio de experiências e nas mútuas influências dos modos de vida diferente precisam compreender o Movimento de Software Livre como um potencializador daquilo que herdamos, ouvimos, lemos, aprendemos e vivenciamos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ainda, se compreendermos o software como um bem imaterial, devemos preservar sua qualidade de não causar rivalidade entre diferentes usuários, mesmo quando usando simultaneamente, temos que assumi-lo como um bem cultural sem qualquer diálogo quanto a apropriação privada sobre o mesmo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O desenvolvimento de software livre pode representar uma importante experiência de gestão solidária de um bem imaterial, cultural, coletivo e compartilhado. O fato de ser encorajado o uso e a modificação não quer dizer que todos façam o que querem da forma que querem. Pelo contrário, no caso do uso coletivo de bens, formas de gestão são fundamentais para transformar tensões em diálogos, e não introduzir elementos de conflitos entre possíveis colaboradores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Assim, a gestão de um software livre é uma atividade eminentemente política, uma vez que está em uso por uma comunidade, sendo essa um proprietária coletiva, as decisões sobre os caminhos não devem ser frutos de grupos ou uns poucos indivíduos. Esta tomada de decisão exige consulta de prioridades, cultura de participação do evolvidos, acolhimento de ideias pelos demais gestores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este exercício de gestão pode apresentar um campo fértil de práticas que promovão uma lógica inversa à do neoliberalismo. Basta que nos atentemos a ele e nos coloquemos enquanto sujeitos da história para construí-lo.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" class="western"&gt;-----&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" class="western"&gt;1 - Pierre Bourdie dedicou parte de sua obra a entender como os agentes - leia sujeitos da história - incorporam a estrutura social e qual autonomia possuem para negá-la. Em seu percurso identificou que existem novas práticas de poder e dominação para além da economia, apesar de uma consistente relação.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" class="western"&gt;2 - É um filme de ficção científica e drama, escrito e dirigido por Andy, Lana Wachowski (os mesmos que fizeram a trilogia "Matrix") e Tom Tykwer. A cena da imagem mostra os clones humanos geneticamente fabricado para serem escravas laborais num restaurante. Talvez uma forte provocação de onde vamos parar se o avanço neoliberal continuar? Ou ainda, quem são os "escravos laborias" nos dias de hoje?&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" class="western"&gt;3 - Um coletivo de ativistas da comunicação social é o Nordese Livre, que tem um dos focos nas rádios livres como projeto Rádio Amnésia - http://radioamnesia.wikispaces.com/.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" class="western"&gt;4 - Stallman fundador da Free Software Foundation (FSF, Fundação para o Software Livre), uma organização sem fins lucrativos que se dedica a eliminação de restrições sobre a cópia, redistribuição, estudo e modificação de programas de computadores, através do desenvolvimento e o uso de software livre, em particularmente o sistema operacional GNU.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;5 - No ensaio - &lt;a href="http://www.facom.ufba.br/ciberpesquisa/andrelemos/copyleft.pdf"&gt;Cibercultura, cidadania e identidade: em direção a umacultura copyleft &lt;/a&gt; -  é mostrar a cibercultura como dinamizadora da cultura em nível planetário, a partir de práticas de compartilhamento e de trabalho colaborativo que é a essência mesma da cultura e da identidade cultural.&lt;/p&gt;</description><pubDate>Sun, 12 Jan 2014 20:12:21 +0000</pubDate><link>http://cirandas.org/caio.formiga/blog/gestao-solidaria-de-bens-comuns-terra-aguas-ar-e-software</link><guid>http://cirandas.org/caio.formiga/blog/gestao-solidaria-de-bens-comuns-terra-aguas-ar-e-software</guid></item></channel></rss>