Educação indígena é discutida na Feira Mundial de Economia Solidária
July 16, 2013 0:00 - Pas de commentairePor Maiquel Rosario
A 8a. Coordenadoria Regional de Educação (8a. CRE) surpreendeu o público que participou do Ciclo de Palestras sobre Cultura e Educação Indígena, realizado no 2o. Fórum Social de Economia Solidária, em Santa Maria. O Estado possui oito escolas específicas para índios, mas quem esperava ver formas de educar crianças indígenas encontrou o oposto.
- Temos muito a aprender com os índios. Eles escolhem como querem viver e conseguem ser autossustentáveis mesmo morando em pequenas áreas. Os remédios naturais deles interessam a indústrias farmacêuticas do mundo inteiro, eles respeitam a terra e os animais, não há crianças abandonadas nas aldeias, os idosos são valorizados e o conhecimento obtido por eles é compartilhado por todo seu povo - apontou o coordenadora de educação indígena no Rio Grande do Sul, Rodrigo Venzon.
Os índios começaram a povoar terras gaúchas há 12 mil anos. Hoje, a população indígena não passa de 33 mil pessoas no Estado. Segundo Venzon, há o entendimento que o homem branco não deve impor sua cultura aos índios, mas deixar que eles decidam a forma como desejam viver.
Santa Maria possui duas escolas indígenas, a Augusto Opẽ da Silva, que faz parte da Aldeia kaingang Kẽty Jug Tẽgtu - localizada próximo à Estação Rodoviária - e a escola Yvyra'já Tenondé Vera Miri, da aldeia guarani Guaviraty Porã, localizada no Distrito Industrial.
As aulas de alfabetização são realizadas por uma professora não-indígena e traduzidas por um professor indígena aos estudantes. As crianças aprendem a Língua Portuguesa na escola.
- As aulas são bem interessante porque ajudamos a formar a consciência das crianças. Muitas vezes a professora e eu debatemos na aula algumas ações do homem branco que interferem no meio ambiente e na realidade indígena - relata o professor kaingang, Natanael Claudino.
Já o professor guarani Arlindo Benites da Silva, destacou o interesse dos jovens na aula.
- Alguns gostam mais de matemática, outros de história ou outras disciplinas. As crianças indígenas aprendem muito rápido, sobretudo, a falar português - revela Silva.
Segundo a diretora das duas escolas, Ana Cristina Tavares de Oliveira, em breve a 8a. CRE estará oferecendo Educação para Jovens e Adultos (EJA) para os índios em Santa Maria, no período noturno.
O que pensam os estrangeiros que visitam a Feira Mundial de Economia Solidária
July 16, 2013 0:00 - Pas de commentairePor Maiquel Rosario
Mais de 40 países estão representados no 2a. Fórum Social, 2a. Feira Mundial de Economia Solidária e 20a. Feicoop. Alguns participantes vem de locais distantes, como Filipinas, Marrocos, Itália, Canadá e México. De Santa Maria, eles levam a inspiração para novos empreendimentos.
- Aqui conhecemos e trocamos experiências para formar iniciativas no Canadá - avaliou Katina Binete, do Groupe d'Économie Solidaire du Québec, do Canadá.
Já o marroquino Abdeljalil Cherkaoui, presidente da Réseau Africain de L'Economie Sociale et Solidaire (Raess), que representa 17 países africanos, afirmou que o evento está sendo muito proveitoso. Chamou sua atenção a cooperação entre diferentes religiões e a abrangência conquistada pela Economia Solidária na América Latina.
- Observei diversos empreendimentos informais que encontram seu lugar dentro da Economia Solidária. Há um acompanhamento inteligente vinculado com o território, no qual artesanato, agroecologia, serviços e atividades atuam de forma sustentável. Buscaremos implementar isso na África, onde temos uma renda menor e pessoas mais pobres - explicou Cherkaoui.
O italiano Jason Nardi, da Solidarius Italia, destacou o crescimento dos empreendimentos em rede.
- As redes de Economia Solidária não são empreendimentos poderosos, mas que unidos conseguem crescer. Cooperar é a forma mais fácil para o crescimento, as redes estão revitalizando a ideia de comercialismo - argumenta Nardi.
Quem também participou da Feira foi o presidente do Comité International at Réseau Canadien de Développement Économique Communautaire (RCDÉC), Yvon Poirier. Ele estará presente na 5a. International Meeting of Social Solidarity Economy, que será realizado em Manila, nas Filipinas, em outubro, onde pretende transmitir o que viu na Feira.
- Dos brasileiros vou levar a inspiração para outras redes - projeta Poirier.
A Feira O 2o. Fórum Social, 2a. Feira Mundial de Economia Solidária e 20a. Feicoop ocorrem no Centro de Referência em Economia Solidaria Dom Ivo Lorscheiter, em Santa Maria. Os eventos tiveram início na quinta-feira, 11 de julho, e terminam neste domingo, 14.
Mais de mil empreendimentos, de 40 países, estão representados na Feira. São oferecidos cerca de 10 mil produtos da Economia Solidária e Agricultura Familiar.
A Feira conta com o patrocínio de Sebrae, BNDES, Petrobrás, Sesampe do Governo Estadual, ANVISA e Senaes do Governo Federal.
Noite de sábado foi de festa na Feira Mundial de Economia Solidária
July 16, 2013 0:00 - Pas de commentairePor Maiquel Rosario, jornalista
A noite de sábado foi especial no 2o. Fórum Social, 2a. Feira Mundial de Economia Solidária e 20a. Feicoop. Lançamento de livros, desfiles e comemorações de aniversário entidades foram realizadas no Palco da Feira, junto à Praça de Alimentação.
O evento paralelo iniciou com o lançamento de "Os laços entre Igreja, Governo e Economia Solidária", de André Ricardo de Souza; o vídeo do 5o. Encontro Internacional de Economia Social Solidária (RIPESS), de Daniel Tyler; a obra "Catálogos de Comércio Justo e Solidário", da IMS; o documento final da 5a. Plenária Nacional de Economia Solidária, em Comemoração aos 10 anos do FBES; e do livro "Economia Solidária e Vínculos", de Maria Isabel R. de Lima.
Em seguida, ocorreu desfile da Asociación de Artesanas Orunu (Asoirunu), com roupas típicas da Colômbia. Logo após, foi realizado desfile do Grupo Recicle Bem, de Guarulhos, que apresentou peças produzidas apenas com material reciclado.
Na sequência, ocorreu a cerimônia especial em comemoração aos 10 anos do Fórum Nacional de Economia Solidária (FBS), 10 anos da Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes) do Ministério do Trabalho e Emprego; 10 anos da Rede Estadual de Educação Cidadã (Recid); 20 anos da Feicoop; 30 anos da Economia Solidária enquanto Cáritas Brasileira, 25 anos do Projeto Esperança/Cooesperança; e 18 anos da Rede Internacional de Promoção de Economia Social e Solidária do Caribe e Latino-americano.
- A Economia Solidária e a Senaes são uma construção coletiva que mostram outra sociedade e outra economia para o mundo - argumentou o secretário nacional de Economia Solidária, Paul Singer.
A irmã Lourdes Dill, coordenadora do Projeto Esperança/Cooesperança, reafirmou que uma nova economia é realizada na Feira.
- Outra economia acontece aqui. O planeta Terra é para todos e não apenas para um grupo privilegiado. Queremos viver com qualidade e dignidade - sustentou irmã Lourdes.
Ao fina do evento, um grande o bolo foi repartido entre o público presente na Praça de Alimentação.
Encerramento A Feira que iniciou na quinta-feira, no Centro de Referência em Economia Solidária Dom Ivo Lorscheiter, em Santa Maria, e termina neste domingo. A cerimônia de encerramento inicia às 18h.
A Feira Mais de mil empreendimentos, de 40 países, estão representados na Feira. São oferecidos cerca de 10 mil produtos da Economia Solidária e Agricultura Familiar.
A Feira conta com o patrocínio de Sebrae, BNDES, Petrobrás, Sesampe do Governo Estadual e Senaes do Governo Federal.
200 mil pessoas visitaram a Feira Mundial de Economia Solidária, veja a carta final
July 16, 2013 0:00 - Pas de commentairePor Maiquel Rosauro, Jornalista
Terminou na noite deste domingo, 14 de julho, o 2o. Fórum Social, 2a. Feira Mundial de Economia Solidária e 20a. Feicoop. Os eventos realizados no Centro de Referência em Economia Solidária Dom Ivo Lorscheiter, em Santa Maria-RS, tiveram início na quinta-feira, 11, e receberam cerca de 200 mil visitantes - segundo dados Briga Militar.
Veja abaixo a carta final do evento.
20a Feira do Cooperativismo de Santa Maria reúne movimentos sociais e reafirma os valores da ES
July 15, 2013 7:42 - Pas de commentairepor Alan Tygel, de Santa Maria
Publicado em http://boletimmstrj.mst.org.br
Cores, sabores, cheiros e movimentos. Comida, bebida, artesanato e luta. Brasil, America Latina e mundo. Foi essa a tônica durante os 4 dias da vigésima edição da Feira do Cooperativismo de Santa Maria, que terminou neste domingo (14) no Rio Grande do Sul. Mostrando que outro mundo é possível e outra economia já acontece, mais de 1000 empreendimentos expuseram seus produtos feitos através de processos de trabalho autogestionário. Sem patrão nem empregado, mostram que a construção de um novo paradigma passa necessariamente por uma reformulação do mundo do trabalho.